A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou nesta terça-feira, 7, que foi alvo de uma denúncia no Tribunal Penal Internacional por suposta “cumplicidade em genocídio” relacionado à contraofensiva israelense em Gaza.
A denúncia também cita os ministros Guido Crosetto (Defesa) e Antonio Tajani (Relações Exteriores). Ainda segundo a chefe do governo italiano, Roberto Cingolani, executivo da Leonardo (empresa de tecnologia dos setores de defesa, segurança e aeroespacial), pode estar incluído no processo.
Em entrevista à emissora estatal RAI, Meloni declarou: “Não acredito que haja outro caso como esse no mundo ou na história”. O caso ganhou destaque depois de uma semana marcada por grandes protestos na Itália, nos quais milhares de pessoas manifestaram repúdio às mortes em Gaza e apontaram críticas à atuação do governo.
O posicionamento de Giorgia Meloni
O governo italiano, tradicionalmente aliado de Israel, tem tentado se distanciar das ações militares que classificou como “desproporcionais” em Gaza. Porém, manteve relações comerciais e diplomáticas inalteradas e não reconheceu oficialmente o Estado palestino.
No entanto, a premiê elogia a atuação do presidente norte-americano, Donald Trump, para a resolução do conflito entre o grupo terrorista Hamas e Israel. “O plano de Trump para Gaza oferece mais do que um vislumbre de esperança”, disse Meloni.