Flávio Bolsonaro (PL) usou seu discurso a Avenida Paulista, neste 7 de setembro, para expor o consórcio formado por Lula e Alexandre de Moraes na perseguição à direita. Puxou gritos de “Fora, Lula” e “Fora, Moraes” e clamou os eleitores às urnas em outubro para encerrar o clico de atraso. “O consórcio Lula-Moraes vai acabar!”, disparou. “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes.”
E provocou: “Vou indicar cinco ministros para o STF porque o Alexandre de Moraes vai cair.”
Apesar das críticas a Moraes, o presidenciável do PL defendeu que a imagem da Corte não deve ser confundida com a atuação individual de um de seus integrantes. “Aquela laranja podre não pode contaminar toda a corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes.” E disse que, caso eleito, vai “proteger o STF” e recuperar sua credibilidade.
A criticas ocorrem em meio ao debate sobre a investigação solicitada por André Mendonça contra Alexandre de Moraes por seu envolvimento com Daniel Vorcaro, do Master. A divulgação de mensagens entre os dois ampliou a pressão política sobre Moraes e passou a integrar o discurso da oposição durante a mobilização. Vários dos presentes na Paulista exibiram cartazes com dizeres em apoio a Mendonça e com críticas a Moraes.
Flávio questiona situação de Lulinha
Flávio também mirou suas críticas a Lulinha, investigado em três diferentes inquéritos relacionados ao Careca do INSS e à lobista Roberta Luchsinger, por suspeita de corrupção e tráfico de influência no governo Lula. “Lula indicou dois ministros do Supremo com a missão de perseguir Bolsonaro e seus aliados, indicou um PGR com a missão de perseguir Bolsonaro e seus aliados, colocou seu amigo para ser chefe da PF para perseguir Bolsonaro e proteger o Lulinha, que está na Espanha morando ao lado do Vini Jr., tomando vinho caro, comendo comida boa”, afirmou.
O presidenciável dedicou palavras em defesa do pai, Jair Bolsonaro, preso injustamente por “essa farsa do 8 de Janeiro em que condenaram um homem correto e honesto”. Ele relembrou ainda o atentado sofrido na campanha presidencial de 2018 e que também corre risco ao seguir os passos do pai rumo ao Planalto. “Vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas nos meus aliados, eu estou avisando.”
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