Teresina - Piauí quarta-feira, 09 de setembro 37°C
Destaque / Política

Flávio refaz trajeto da facada sofrida por Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, refez nesta quarta-feira (9) o trajeto percorrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no dia em que ele sofreu uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). A ação ocorreu no mesmo local do atentado, no centro da cidade, e teve caráter simbólico para a campanha.

Flávio usou uma camiseta semelhante à vestida por Jair Bolsonaro em 6 de setembro de 2018, com a frase “Meu partido é o Brasil”. Durante o ato, ele também foi carregado nos ombros por um apoiador, reproduzindo a cena registrada no dia do ataque ao pai. O candidato utilizou ainda um colete à prova de balas sob a roupa.

O percurso ocorreu na região da rua Halfeld, no cruzamento com a rua Batista de Oliveira, onde Jair Bolsonaro foi atingido enquanto era carregado por apoiadores. Na ocasião, ele era candidato pelo PSL e fazia campanha para a Presidência.

Ao falar sobre a passagem pelo local, Flávio afirmou que o ato representava uma forma de concluir simbolicamente o caminho interrompido pelo atentado.

“É um momento de reflexão e farei o trajeto com nossos aliados e com o povo, que está ao nosso lado para completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar. Passarei pelo mesmo local, mas diferente do meu pai vou chegar até o final e me dirigir ao povo mineiro e ao povo de Juiz de Fora em agradecimento por todo o carinho que sempre tiveram com o presidente Bolsonaro”, afirmou.

Em discurso aos apoiadores, o candidato chamou o episódio de “segundo nascimento” de Jair Bolsonaro e disse que a caminhada simbolizava a superação do atentado.

“Em cima dos ombros e nos braços do povo mineiro, o presidente Bolsonaro renascia. É a prova de que nós superamos qualquer desafio, nós superamos qualquer medo”, declarou.

Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora. Foto: Divulgação/ Campanha de Flávio Bolsonaro

Críticas a Dino e ao governo Lula

Durante a agenda em Minas Gerais, Flávio também criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a recondução do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao cargo após o afastamento determinado pelo ministro André Mendonça.

Flávio classificou a decisão como uma interferência no processo e afirmou que Dino teria contrariado precedentes do Supremo.

“Um ex-ministro do Lula, que é o Flavio Dino, dá uma canetada completamente contra os precedentes históricos do Supremo, tentando interferir num processo judicial”, afirmou.

O candidato também associou o episódio à disputa eleitoral de 2026.

“Eu quero ganhar as eleições nas urnas, no voto, e o Lula quer ganhar no tapetão”, disse.

Em outro momento do ato, Flávio afirmou que o país estaria sem comando e atribuiu ao governo Lula parte dos problemas que, segundo ele, atingem o Brasil.

“O Brasil está sem Presidente, o Brasil está sem comando. Tudo o que está acontecendo é um caos como legado do Lula”, declarou.

Propostas para municípios atingidos por tragédias

Flávio também abordou medidas para ampliar a resposta do governo federal a municípios atingidos por eventos climáticos extremos. O candidato citou as chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira em março deste ano e deixaram mais de 70 mortos.

Segundo ele, o governo federal deveria criar mecanismos para liberar recursos emergenciais com maior rapidez.

“Existe um fundo que precisa ser colocado em prática, de verdade. Já tem fontes de receitas para que em momentos como esse, de tragédia, os recursos possam ser liberados imediatamente para os itens de primeiras necessidades”, afirmou.

Flávio defendeu ainda investimentos em tecnologia para previsão de chuvas e maior integração entre municípios, estados e União na atuação da Defesa Civil.

O atentado de 2018

Jair Bolsonaro foi atacado em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha no centro de Juiz de Fora. Ele foi atingido no abdômen enquanto era carregado por apoiadores.

Adélio Bispo de Oliveira foi preso após o ataque e posteriormente considerado inimputável pela Justiça Federal. As investigações da Polícia Federal concluíram que ele agiu sozinho e não identificaram participação de terceiros no atentado.

Fonte

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.