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Flávio promete fim da reeleição e revogar reforma tributária

Flávio incentiva resgatar camisa da seleção como "do Bolsonaro"

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve, nesta segunda-feira (15), uma participação com discurso simpático ao mercado no Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo.  Como primeiro ato em um eventual mandato, caso seja eleito, Flávio declarou que revogaria a reforma tributária e acabaria com o instituto da reeleição.

Não é a primeira vez que Flávio defende o fim da reeleição para presidente contra a instalação de projetos eleitoreiros no Palácio do Planalto. Ele protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado sobre o tema.

“Isso faz com que a pessoa que está sentada na cadeira de presidente da República possa tomar medidas que às vezes são amargas, com tranquilidade, sabendo que não vai precisar defender esse ponto de vista na eleição alguns anos ali na frente”, defendeu, em fevereiro.

Ainda de acordo com ele, o adiamento da reforma tributária por um ano seria um período necessário para a ampliação do debate e para a implementação de reformas econômicas estruturantes.

Casa “arrumada”

“Vai ter que sobrar para um governo de direita arrumar a casa e resolver a insegurança jurídica no país, que afasta investimentos. Hoje temos 20 milhões de pequenos negócios e microempresas que não aguentam a taxa de juros, a segunda maior do mundo. Perdemos apenas para a Rússia, que está em guerra”, declarou o pré-candidato.

Aprovada em 2023, a reforma tributária foi recebida de maneira cautelosa pelo mercado por criar novas regras, especialmente para o setor de serviços. Ela é vista como uma forma de aumentar a carga sobre o setor produtivo e a população.

Choque de gestão

Flávio também defendeu a privatização quando necessária. “Os Correios, por exemplo, são uma empresa que detém o monopólio, mas que o PT conseguiu quebrar”.

O pré-candidato defendeu uma gestão mais eficiente dos investimentos públicos como medida essencial para a queda da taxa de juros e da inflação, bem como para a preservação do poder de compra da população brasileira.

“O Brasil precisa passar por um choque de gestão e modernização. Para isso, vou enxugar drasticamente as despesas. Mesmo com a redução de impostos, será possível aumentar a arrecadação”, enfatizou Flávio.

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