O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, elogiou há pouco o empresário Pablo Marçal (PRTB) e o incluiu entre as lideranças que, segundo ele, devem estar unidas para derrotar o PT nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante agenda na região de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e de aliados.
“É uma pessoa já conhecida do grande público aqui em São Paulo, é um cara do bem, é um cara preparado. Eu acho que ele é bem-intencionado e, assim, todo mundo que está se unindo a favor do Brasil, a gente tem que abraçar”, afirmou.
“Essa guerra, gente, não é entre Bolsonaro e Lula. É entre o Brasil e o PT. Ou o Brasil vence ou o PT acaba com o Brasil. E o Brasil vai vencer, vai vencer com o Ricardo Nunes, com o André do Prado, com o Derrite, com o Tarcísio, comigo, com o Marçal, com todo mundo que estiver disposto a vestir a camisa do Brasil”, completou o senador.
Marçal declarou apoio a Flávio em dezembro de 2025, durante um encontro em São Paulo. Na ocasião, chamou o senador ao palco e anunciou que o apoiaria na disputa presidencial. No último final de semana, lançou a própria candidatura ao Planalto e afirmou que não entrou na disputa para enfrentar Flávio, mas o PT.
No entanto, o empresário enfrenta um imbróglio na Justiça Eleitoral. Nesta quinta (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, impedir Marçal de participar de debates e de campanhas na TV e no rádio, além de vetar o acesso dele aos fundos eleitoral e partidário.
A medida é cautelar e vale até que a Corte Eleitoral analise se Marçal pode ou não disputar o pleito de 2026. O TSE ainda precisa julgar o registro da candidatura.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contra o registro. Na ação, o órgão sustenta que o empresário não comprovou filiação ao PRTB dentro do prazo legal. Segundo o MPE, em abril, quando terminou o prazo para filiação partidária de candidatos às eleições de outubro, Marçal ainda integrava os quadros do União Brasil.
O PRTB protocolou no sábado (15) o pedido de registro da candidatura, após a Justiça Eleitoral autorizar a filiação do empresário ao partido. O pedido ainda será analisado.
O MPE também afirma que Marçal permanece inelegível até 2032. Em 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa e manteve a condenação do empresário a 8 anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.
A condenação ocorreu pela “promoção de concursos com oferta de prêmio para incentivar a produção e disseminação massiva de conteúdo eleitoral na internet por pessoas naturais”. O caso envolve o “campeonato de cortes”, promovido por Marçal durante a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024.