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Flávio critica ordem de Moraes de presença policial na casa do pai

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de introduzir agentes policiais na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, que classifica como “ilegal” e “paranoica”, é uma violação à privacidade das mulheres da casa, segundo o parlamentar.

“Uma humilhação com Michelle, com Laurinha, menor de idade, e com um ex-presidente da República honesto e inocente”, escreveu em publicação no X, neste sábado, 30. Horas antes, Moraes determinou a presença policial na área externa da casa de Bolsonaro, assim como uma vistoria detalhada de todos os carros que entrarem e saírem do imóvel.

O senador disse ainda que a decisão de Moraes, “escandalosamente parcial para julgar”, antecipa o cumprimento de pena. “Alexandre de Moraes inventou uma nova modalidade de regime: o fechado com acompanhantes”, escreveu.

Com a determinação deste sábado, o magistrado evidencia novamente sua inaptidão para compor a mais alta Corte do Judiciário brasileiro, completa Flávio. “As sequelas da atuação aloprada de Moraes marcarão o Brasil por muito tempo.”

Moraes determina vistoria de veículos

A decisão de Moraes determina vigilância policial presencial nas áreas externas da residência de Jair Bolsonaro, com o objetivo de impedir eventuais tentativas de fuga. Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), sugeriu que a tornozeleira eletrônica pode apresentar falhas e que a vigilância externa exigiria muitos agentes.

O pedido da PF ao STF foi para ocupar as áreas internas da casa do ex-presidente, mas a Procuradoria-Geral da República se opôs. “Observo que não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa”, escreveu o órgão, em manifestação ao STF.

Moraes também incluiu revista nos veículos de visitantes no despacho publicado na manhã deste sábado. “As vistorias deverão ser devidamente documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros.” Os relatórios precisam ser remetidos ao STF, conforme decisão do ministro.

Via Revista Oeste

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