O pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, comemorou, na noite desta quinta-feira (28), o anúncio de que os Estados Unidos devem classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
“Grande dia”, disse Flávio no X ao compartilhar a publicação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre a decisão.
Na terça (26), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, e fez um apelo para que as facções brasileiras fossem enquadradas como terroristas.
Em um vídeo nas redes sociais, ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acompanhou Flávio na reunião, agradeceu a Trump, Rubio e ao vice-presidente dos EUA, J.D. Vance.
“A depender de nós, em 2027, o presidente Flávio Bolsonaro vai poder fazer muito mais pela segurança pública de todos nós que sofremos nas mãos desses bandidos”, disse o ex-parlamentar.
A decisão americana é vista como um derrota ao governo Lula (PT). Existe o temor de que a medida abra uma brecha para intervenções de outros países no Brasil.
Em março deste ano, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Rubio que o governo brasileiro era contra a alteração. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve com Trump no último dia 7, em Washington, mas negou que tenham tratado sobre o assunto.
No ano passado, o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, apontou que o “terrorismo envolve sempre uma nota ideológica”, enquanto as facções criminosas “são constituídas por grupos de pessoas que sistematicamente praticam crimes que estão capitulados na legislação do país”.