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Flávio Bolsonaro propõe mandato único e reforma política

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, propõe o fim da reeleição para presidente e estabelece a reforma política como uma das prioridades de seu eventual governo. As medidas estão no plano de governo apresentado pela campanha para a disputa de 2026.

A proposta, antecipada pelo Portal Claudio Dantas nesta quinta-feira (13), prevê que o presidente cumpra apenas um mandato, sem possibilidade de disputar imediatamente um segundo período. Flávio cita uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por ele no Senado em 2026 para alterar a regra atual.

Segundo o documento, o fim da reeleição permitiria ao presidente tomar decisões de longo prazo sem a preocupação com uma nova disputa eleitoral. A campanha também sustenta que a mudança reduziria o uso da estrutura do governo em benefício de projetos eleitorais.

“O compromisso do presidente deve ser com os resultados que entregará ao Brasil ao final de seu mandato, e não com a construção de sua própria reeleição”, afirma o plano.

Críticas ao atual sistema

O documento classifica a reforma política como uma medida urgente e defende mudanças para aproximar eleitores e representantes.

A campanha critica a permanência de práticas que chama de políticas de “meia-entrada” e “capitalismo de compadrio”. O texto também afirma que a redução do número de partidos, isoladamente, não resolveria os problemas do sistema.

Para Flávio, as legendas precisam apresentar maior clareza em suas propostas e identidade programática. O objetivo, segundo o plano, seria ampliar a representatividade e diminuir a distância entre os eleitores e os políticos eleitos.

O candidato também faz uma comparação direta com o PT ao defender que sua proposta estaria voltada à condução do país, e não à permanência de um grupo no poder.

“Propomos o fim da reeleição para o cargo de Presidente da República. Ao contrário do PT, o nosso projeto é de país, não de poder”, diz o documento.

A proposta representa uma mudança em relação ao modelo atual, que permite ao presidente disputar uma segunda eleição consecutiva. A PEC citada por Flávio ainda depende de tramitação e aprovação no Congresso Nacional para alterar a Constituição.

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