O pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta segunda-feira (15) a manutenção do Bolsa Família. O senador disse que é um “erro” dizer que quem recebe o benefício não quer trabalhar.
“Esse programa virou um direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou acabar com esse programa”, afirmou o senador durante o Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja.
Flávio afirmou que pretende aumentar o período de transição para que beneficiários que conseguirem um emprego possam receber mais parcelas. Em maio de 2025, o governo Lula (PT) reduziu a transição de 24 para 12 meses.
“Muita gente tem um preconceito em relação a quem está no Bolsa Família, como se [o beneficiário] não quisesse trabalhar. É um erro. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente”, disse.
“E não vão para a formalidade por quê? Porque têm medo, têm medo de perder o benefício. O Bolsa Família é a estabilidade para quem já passou fome”, ressaltou.
Flávio também defendeu a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, destacando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendia a proposta em 2018.
Contudo, o senador criticou a forma como o governo Lula (PT) implementou a isenção. “A única diferença é que, com Bolsonaro, certamente você teria uma compensação de abrir mão dessa receita”, enfatizou.
Flávio diz que Bolsonaro “errou” com a imprensa
Durante o evento, Flávio afirmou que foi um “erro” a forma como seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tratou a imprensa durante o governo.
“Para mim, a imprensa exerce um papel fundamental. E acho que foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro, o relacionamento com a imprensa, o preconceito, muitas vezes, de quem estava gerindo o orçamento para a publicidade, com relação a alguns veículos de comunicação”, apontou.
“Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro”, disse.