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Flávio acusa Dino de usar PF para interferir nas eleições

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de utilizar a Polícia Federal para tentar interferir nas eleições de 2026. Em live nesta quinta-feira (10), horas após a operação contra envolvidos na produção do filme Dark Horse, o presidenciável afirmou que a ação teve motivação eleitoral.

“Eu vou desmontar para você e vou provar para você que nada mais foi do que uma tentativa de interferência política nas eleições”, disse.

Flávio afirmou que a operação ocorreu em um momento em que sua candidatura apresenta crescimento nas pesquisas. Segundo ele, levantamentos internos de sua campanha já apontavam vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Faltam 24 dias para eleição, né, gente? Eles precisam inventar alguma coisa contra mim, mas não vão conseguir porque não tem”, declarou.

O candidato também voltou a negar qualquer irregularidade no financiamento de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a produção foi custeada com recursos privados e não recebeu dinheiro público.

“Não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Pode revirar do avesso, pode puxar de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro, que ele foi tudo redondinho, investimento privado, num filme privado”, afirmou.

Flávio questionou ainda o fato de a investigação envolver a produção sobre seu pai e comparou o caso com outros filmes relacionados a políticos. “Se o filme fosse, sei lá, sobre o Rocambole de Toga, não ia ter problema nenhum, né? Porque não é sobre Bolsonaro”, disse.

A operação, autorizada por Dino, teve como alvos o deputado federal Mário Frias (PL-SP), a produtora Karina Gama e pessoas e empresas ligadas ao filme. A PF investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Flávio não é alvo da operação, mas está envolvido em investigação separada sobre recursos destinados pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao filme. O senador nega irregularidades e afirma que a produção não utilizou dinheiro público.

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