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Saúde

Farinha de dolomita: por que não vale a pena investir nela como suplemento

O nome pode confundir: vendida em lojas de suplementos como uma opção funcional, a farinha de dolomita não é exatamente uma “farinha” alimentar normal, mas um pó mineral. Em vez de conter macronutrientes como carboidratos, proteínas, gorduras ou fibras, a dolomita entrega doses extras de alguns minerais, sobretudo cálcio e magnésio.

No mercado, ela é encontrada como um pó com indicação de consumo diluído em água ou sucos, para quem deseja incrementar a ingestão dessas substâncias. O cálcio e o magnésio estão associados a uma série de funções importantes para a saúde, como a saúde óssea e a recuperação de dores e fadiga muscular, por exemplo.

Mas, apesar da propaganda, as evidências a favor da farinha de dolomita como uma boa opção para suplementar esses nutrientes são escassas. Há maneiras mais garantidas (e seguras) de obter os minerais que tornaram a dolomita famosa. Entenda melhor.

Vale a pena usar a farinha de dolomita na alimentação?

De forma bastante simples: não. A farinha de dolomita é um suplemento antigo e ultrapassado por alternativas mais eficazes e com menos riscos indiretos à saúde.

Ninguém discute que o cálcio e o magnésio são importantes para o bom funcionamento do corpo e devem ser consumidos nas doses recomendadas para sua idade, peso e outras questões individuais de saúde geral.

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No entanto, a maneira mais indicada para fazer isso é pela alimentação mesmo e, quando não é possível obter níveis suficientes só pela comida, há outros suplementos com mais evidências e menos riscos associados do que a farinha de dolomita.

Faltam estudos clínicos capazes de sustentar os usos desse pó mineral como uma boa alternativa para obter os micronutrientes encontrados na dolomita. A ausência de pesquisas mais robustas não significa só que há dúvidas sobre a eficácia da suplementação: também para evitar toxicidade em função do uso continuado.

A farinha de dolomita é absolutamente contraindicada para gestantes, lactantes e crianças, e especialistas consideram que ela é “possivelmente insegura” mesmo para adultos saudáveis. Isso porque, além das dúvidas sobre as vantagens do produto em si, há uma chance muito alta de contaminação por metais pesados.

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Hoje, a principal indicação da dolomita é para uso externo, em máscaras faciais que buscam lidar com a oleosidade e manchas na pele.

Risco de impurezas é elevado

Mais utilizada no passado, a farinha de dolomita começou a perder espaço devido ao grande registro de contaminação do pó por elementos tóxicos que trazem efeitos deletérios à saúde. Além dos desejados cálcio e magnésio, era comum conter níveis altos o bastante de chumbo e mercúrio, entre outros metais perigosos, que trazem danos ao corpo.

Nos Estados Unidos, já nos anos 1980 a FDA (a versão local da “Anvisa”) emitiu um alerta sobre a farinha de dolomita e os riscos de contaminação por substâncias tóxicas, recomendando que seu uso fosse limitado.

Embora as tecnologias para reduzir a presença de impurezas tenham melhorado desde então, também surgiram outras alternativas no mercado de suplementos capazes de fornecer cálcio e magnésio sem trazer a mesma preocupação da dolomita.

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