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Ex-reféns do Hamas contam detalhes do cativeiro

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Sobreviventes do cativeiro do Hamas deram entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora norte-americana CBS, no último domingo, 30. Os civis israelenses Yarden Bibas, Keith Siegel e Tal Shoham, capturados pelos terroristas do grupo palestino durante o atentado de 7 de outubro de 2023, relataram a experiência enquanto reféns à jornalista Leslie Stahl. 

“Meus filhos foram assassinados a sangue frio, com a mão dos terroristas”, disse Yarden Bibas, de 34 anos, pai dos bebês Ariel e Kfir Bibas e marido de Shiri Bibas, que foram assassinados pelo Hamas. Durante o cativeiro, os terroristas costumavam dizer a ele: “Não importa, você arruma uma nova mulher, uma nova criança. Mulher melhor, crianças melhores.” 

Keith Siegel, de 65 anos, relatou ter sido obrigado a assistir a tortura de prisioneiras. “Eu vi abuso sexual com reféns femininas”, contou na entrevista. Já os homens tinham a cabeça e as partes íntimas raspadas pelos terroristas. “Acho que eles, talvez, achassem divertido, ou queriam humilhar os reféns. Eu me senti humilhado.”

O Hamas devolveu Bibas e Siegel a Israel em 1º de fevereiro, mais de um ano depois do sequestro. A mulher de Siegel, Aviva, também havia sido levada como refém depois do massacre em Israel, mas foi liberada no mês seguinte, como parte de um acordo de cessar-fogo. 

Hamas dava água suja para os reféns beberem 

Já Tal Shoham, de 40 anos, conta que, ao descobrir que um dos terroristas gostava de massagens nas costas, ele e os companheiros de cela fizeram um acordo em troca de alimento. “Ele receberia uma massagem todo dia e traria mais comida para nós.”

Libertado em 22 de fevereiro, o israelense disse que a água que os reféns recebiam para beber era suja. “Às vezes, a água tinha gosto de sangue, às vezes de ferro. Às vezes era tão salgada que você não conseguia beber, mas não tinha nenhuma outra opção.”

Na entrevista à CBS, os sobreviventes também fizeram apelos pelo fim da guerra e pelo resgate dos reféns que permanecem no cativeiro. 



Via Revista Oeste

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