O Departamento de Estado americano informou nesta quarta-feira (8) que a gestão do presidente Donald Trump abriu um processo para revogar a designação da Síria como Estado patrocinador do terrorismo.
Segundo comunicado da pasta chefiada por Marco Rubio, o Executivo americano informou o Congresso dos Estados Unidos sobre a intenção de implementar a medida após um período de pré-notificação de 45 dias.
“Este é mais um passo histórico do presidente Trump para dar ao povo sírio a oportunidade de alcançar a grandeza”, disse o Departamento de Estado.
O presidente republicano vem se aproximando do regime de Ahmed al-Sharaa, que liderou os rebeldes que no final de 2024 derrubaram a ditadura de Bashar al-Assad após uma guerra civil iniciada em 2011.
Trump se encontrou com al-Sharaa – que já foi ligado à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico – na Casa Branca em novembro e nesta semana eles se reuniram à margem da cúpula da Otan, realizada na Turquia.
Uma ordem executiva de Trump, em junho de 2025, havia determinado o alívio das sanções à Síria.
“O levantamento das sanções contra a Síria destravará o comércio e os investimentos internacionais, dará à Síria a chance de se reconstruir e abrirá um novo capítulo para o povo sírio. Uma Síria estável, unificada e em paz consigo mesma e com seus vizinhos beneficia não apenas a região, mas o mundo inteiro”, afirmou o Departamento de Estado nesta quarta-feira.
A aproximação de Trump com a nova administração da Síria preocupa Israel, o principal aliado dos EUA no Oriente Médio. No final de junho, durante um evento em Jerusalém, o ministro israelense de Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, afirmou que “a Turquia de [Recep] Erdogan e a Síria de al-Sharaa são agora muito mais preocupantes do que o Irã”.
“A era do império xiita do Irã, da Síria de al-Assad e do Hezbollah chegou ao fim. O novo eixo é o eixo da Irmandade Muçulmana, composto pela Turquia de Erdogan, pela Síria e pelo Catar”, disse Chikli na ocasião.