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EUA pressionam União Europeia a modificar leis ambientais

Os Estados Unidos pressionam a União Europeia (UE) a rever partes de sua legislação ambiental. O governo do republicano Donald Trump exige que Bruxelas retire obrigações impostas a empresas não europeias, como, por exemplo, as que obrigam companhias estrangeiras a apresentarem “planos de transição climática”.

Um documento do governo norte-americano divulgado pelo jornal britânico Financial Times mostra que a Casa Branca pediu que empresas dos EUA e de “países com devida diligência corporativa de alta qualidade” sejam excluídas das novas normas sobre cadeias de suprimentos.

As novas exigências dos EUA reforçam as preocupações expressas no pacto comercial de julho, assinado na Escócia. O acordo de Turnberry fixou tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da UE e previu ajustes para reduzir a burocracia.

Trump amplia pressão sobre leis ambientais

A medida faz parte de uma estratégia de Trump para reduzir políticas climáticas em fóruns internacionais, como o Banco Mundial e reguladores de mercado.

Além disso, o presidente questionou as regras da UE que restringem grandes empresas de tecnologia, o que gerou receio entre líderes europeus sobre a manutenção do acordo comercial assinado em julho com os EUA. As normas de devida diligência, em vigor desde o ano passado, obrigam companhias que atuam no bloco a identificarem danos ambientais e sociais em suas cadeias de produção.

O governo Trump classificou a legislação como um “excesso regulatório sério e injustificado” que impõe “encargos econômicos e regulatórios significativos às empresas norte-americanas”.

De acordo com a imprensa europeia, empresas dos EUA temem ações judiciais por descumprimento das inúmeras regras. Algumas afirmaram, porém, que podem encerrar operações na Europa. Violações podem gerar multas de até 5% do faturamento global.

União Europeia flexibiliza legislação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem adotado tom mais flexível depois de críticas de empresas e governos. Leis que combatem o desmatamento e abusos trabalhistas estão sendo enfraquecidas ou adiadas.

Os EUA também se opõem ao imposto de carbono europeu e à lei que proibiria importações ligadas à derrubada de florestas. A UE adiou essa regra por um ano, citando falhas no sistema de TI.

A tentativa de simplificar as normas, porém, enfrenta resistência no Parlamento Europeu. Políticos de esquerda acusam os conservadores de promoverem desregulamentação e de se aliarem a uma suposta extrema direita para enfraquecer a política climática do bloco.

Via Revista Oeste

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