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EUA matam chefe de facção criminosa em ataque na Venezuela

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O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (12) que forças dos Estados Unidos realizaram um ataque letal e mataram Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, chefe do Tren de Aragua, facção criminosa venezuelana classificada por Washington como organização terrorista estrangeira no ano passado.

Segundo Trump, a ação foi executada pelo Comando Sul dos Estados Unidos e ocorreu sob suas ordens. O presidente afirmou que o ataque foi “rápido e letal” e disse que a operação foi coordenada com autoridades da Venezuela, embora não tenha detalhado o local exato nem o momento em que a ação militar ocorreu.

Após a designação do Tren de Aragua como grupo terrorista, o Departamento de Estado dos EUA havia oferecido recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à captura de Guerrero Flores. O líder da facção venezuelana era alvo de acusações sobre narcoterrorismo na Justiça federal de Nova York. Em dezembro, procuradores americanos acusaram o criminoso de ordenar, dirigir e facilitar atos de terrorismo dentro dos Estados Unidos.

O Tren de Aragua surgiu há mais de uma década em uma prisão no estado venezuelano de Aragua e se expandiu para outros países das Américas em meio ao fluxo migratório venezuelano.

Em sua publicação, Trump afirmou que o Tren de Aragua “não tem mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar” e disse que seu governo continuará perseguindo integrantes de facções criminosas e “narcoterroristas” onde estiverem.

A ofensiva ocorre dentro de uma política mais agressiva adotada por Washington contra organizações criminosas transnacionais. Desde o retorno de Trump à Casa Branca, os Estados Unidos passaram a enquadrar cartéis e facções latino-americanas como ameaças de segurança nacional, ampliando o uso de instrumentos de contraterrorismo contra esses grupos.

Recentemente, o governo americano também classificou as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Ambos os grupos criminosos foram incluídos na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado dos EUA no dia 5 de junho.

Segundo o Departamento de Estado, as designações de organizações terroristas estrangeiras permitem restringir apoio financeiro, bloquear recursos e ampliar a pressão contra grupos considerados ameaça à segurança dos Estados Unidos.

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