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EUA cobram resposta de Lula sobre minerais críticos

O Conselheiro Econômico da Embaixada dos EUA, Matthew Lowe, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não respondeu a duas propostas de cooperação em minerais críticos apresentadas por Washington. Segundo o representante norte-americano, os Estados Unidos devem aguardar as eleições brasileiras para tentar retomar as negociações.

A declaração foi feita na terça-feira (25), durante participação no painel da Exposibram, em Belo Horizonte (MG).

A primeira proposta foi apresentada há cerca de dois anos. Os Estados Unidos convidaram o Brasil a integrar a Minerals Security Partnership, iniciativa voltada à formação de cadeias de fornecimento de minerais críticos.

Em fevereiro de 2026, Washington apresentou uma segunda proposta. O documento continha uma minuta de acordo-quadro semelhante a entendimentos firmados pelos EUA com outros países.

“Nunca recebemos uma resposta. Mas continuamos interessados ​​nisso. Acho que, neste momento, provavelmente teremos de esperar até as eleições. Independentemente do resultado das eleições, provavelmente continuaremos buscando esse tipo de acordo bilateral”, disse o conselheiro.

Estados também entram nas negociações

Enquanto as tratativas com o governo federal não avançaram, os Estados Unidos ampliaram as conversas com governos estaduais.

Em março, Washington assinou um memorando de entendimento com Goiás para cooperação na área de minerais críticos. A expectativa é estabelecer acordos semelhantes com outros Estados depois das eleições.

“Isso acabou gerando um certo problema, mas é algo que esperamos levar adiante com muitos outros Estados também. Novamente: depois as eleições, embora já estejamos conversando a esse respeito com vários Estados que possuem interesses muito específicos no setor de mineração”, afirmou.

EUA miram terras-raras brasileiras

Lowe também citou o interesse norte-americano na cadeia brasileira de terras-raras, inclusive por meio de investimentos privados na empresa Serra Verde.

Segundo o conselheiro, a atuação do setor privado pode avançar independentemente das negociações entre os governos.

“Ainda podemos seguir em frente com o setor privado, pois é um setor aberto e transparente –como deve ser. Quanto ao lado do financiamento de investimentos, a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA tem 3 projetos diferentes. O mais importante deles é a Serra Verde”, declarou.

Na segunda-feira (24), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou um aporte de US$ 750 milhões em um veículo financeiro criado para adquirir a produção da mineradora Serra Verde.

A empresa opera o projeto Pela Ema, em Minaçu (GO), voltado à produção de terras-raras. Apesar de a operação estar localizada em Goiás, a mina é privada e não pertence ao governo brasileiro.

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