O governo Trump anunciou nesta sexta-feira, 5, uma reformulação da política externa que prioriza a América Latina e diminui o envolvimento direto dos EUA em outros continentes. A Estratégia de Segurança Nacional publicada pela Casa Branca estabelece que o reforço da influência americana no Hemisfério Ocidental será o foco principal.
A estratégia de Trump prevê ações concretas contra cartéis de drogas, controle rigoroso de fronteiras e ampliação da atuação da Marinha e da Guarda Costeira para monitorar rotas marítimas e conter migração ilegal. O documento indica que, em alguns casos, o uso de força letal poderá substituir abordagens tradicionais de aplicação da lei.
Governo Trump reforça Doutrina Monroe
O texto destaca que Trump busca reafirmar a Doutrina Monroe, garantindo que países não-ocidentais não ampliem sua presença na América Latina. A China, maior parceiro comercial de várias nações da região, é citada como concorrente estratégica, mas o governo americano aposta que relações econômicas nem sempre significam alinhamento político, abrindo espaço para fortalecer parcerias com aliados locais.
Trump pretende trabalhar com parceiros já estabelecidos na região para interromper o tráfico de drogas, controlar fluxos migratórios e consolidar influência política. A estratégia prevê que a presença militar americana na América Latina seja mais duradoura, com acesso ampliado a pontos estratégicos essenciais.
Transferência de responsabilidades globais
Além do foco latino-americano, a estratégia de Trump reforça que aliados devem assumir parte das responsabilidades internacionais dos EUA. O governo norte-americano vai estimular Japão e Coreia do Sul a aumentar os gastos em defesa e manterá firme a presença americana no Pacífico Ocidental, com atenção especial a Taiwan. No Oriente Médio, a Casa Branca planeja apoiar parceiros locais no combate ao radicalismo, diminuindo o envolvimento direto de Washington.
O documento ainda critica a Europa por políticas migratórias e por dificultar acordos estratégicos, como o da Ucrânia. Segundo a estratégia de Trump, o controle das fronteiras será prioridade máxima para a segurança nacional americana. Isso reforça a mudança do país de uma postura global para uma atuação mais centrada no Hemisfério Ocidental.