A possibilidade de uma paralisação das atividades do governo dos Estados Unidos voltou a ganhar destaque nesta semana, diante da falta de consenso dos parlamentares sobre o Orçamento Federal. Caso não haja um acordo para garantir recursos até a próxima terça-feira, 30, diversas áreas do governo norte-americano poderão ser impactadas a partir de quarta-feira 1º.
A legislação exige que o Congresso aprove, anualmente, a liberação de fundos para manter departamentos e serviços federais em funcionamento, com o novo ciclo orçamentário que começa em 1º de outubro. Até o momento, os congressistas não concluíram a aprovação das 12 leis necessárias para o Orçamento, nem mesmo uma extensão temporária, o que eleva o risco de paralisação total das operações governamentais.
Consequências de um impasse orçamentário nos Estados Unidos
O prazo para evitar a interrupção expira à meia-noite de terça-feira para quarta-feira 1º. Se não houver avanços até lá, várias agências federais terão suas atividades suspensas, exceto aquelas consideradas essenciais para a segurança pública e a proteção de bens, que permanecem ativas por meio de planos de contingência.
Paralisações desse tipo afetam centenas de milhares de servidores federais, que podem ser afastados ou obrigados a trabalhar sem receber salários enquanto durar o impasse. A economia do país também sofre impactos: entre 2018 e 2019, uma paralisação de cinco semanas gerou uma perda de US$ 3 bilhões no crescimento econômico, valor que não foi recuperado, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso.