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Esquerda faz protestos contra o avanço do PL da Dosimetria

Militantes da base esquerdista realizam neste domingo, 14, em diversas cidades do país manifestações em reação direta ao avanço PL da Dosimetria no Congresso Nacional. 

As mobilizações ocorrem de Norte a Sul e têm como foco pressionar o Senado Federal a não votar o PL da Dosimetria  aprovado pela Câmara dos Deputados nesta última semana. A proposta reduz penas de condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos de 8 de janeiro.

Além da pauta central dirigida ao Congresso, os atos incorporam bandeiras diversas, como críticas à escala de trabalho 6×1 e demandas por políticas de combate ao feminicídio.

Atos confirmados pelo país:

  • Porto Alegre (RS) — 15h;
  • Florianópolis (SC) — 15h;
  • Curitiba (PR) — 15h;
  • São Paulo (SP) — 14h;
  • Rio de Janeiro (RJ) — 16h;
  • Belo Horizonte (MG) — 16h;
  • Brasília (DF) — 10h;
  • Goiânia (GO) — 15h;
  • Recife (PE) — 15h;
  • Fortaleza (CE) — 15h;
  • Salvador (BA) — 15h;
  • Belém (PA) — 16h; e
  • Manaus (AM) — 16h.

Ato de Caetano Veloso no Rio reúne artistas

O casal Caetano Veloso e Paula Lavigne
O casal Caetano Veloso e Paula Lavigne articula a presença de artistas no protesto no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Instagram

No Rio de Janeiro, o protesto principal ocorre em Copacabana, onde Caetano Veloso lidera o “Ato Musical II: O Retorno”. Gilberto Gil e Paulinho da Viola confirmaram presença, ampliando a mobilização por artistas contra o projeto de lei que pode ser votado no Senado nesta semana.

O movimento é articulado por Paula Lavigne, que também coordenou o ato anterior contra o então PL da Anistia na orla. A estratégia repete a combinação entre artistas, discurso político e pressão sobre o Congresso.

Entenda o PL da Dosimetria

A proposta aprovada na quarta-feira passada, 10, altera regras para progressão de pena, permitindo que condenados passem do regime fechado ao semiaberto depois de cumprir um sexto da pena — e não mais um quarto, como ocorre atualmente. A regra não vale para reincidentes ou condenados por crimes hediondos.

O texto também redefine critérios de dosimetria para crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Bolsonaro PF
Bolsonaro está preso na Superintendência da PF desde o dia 22 de novembro I Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo o relatório de Paulinho da Força (Solidariedade-SP), se aplicadas as novas regras, a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia cair de 27 anos e 3 meses para 20 anos e 8 meses, resultando em apenas 2 anos e 4 meses de regime fechado, ao se considerar o abatimento pelo período em prisão domiciliar.

O PL agora segue para o Senado, onde a base do governo Lula articula mudanças no texto.

Via Revista Oeste

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