Em 2 de julho de 2026, associações de peso do jornalismo brasileiro publicaram notas de repúdio contra o empresário Daniel Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda. Eles são acusados de monitorar a vida privada da jornalista Malu Gaspar para tentar interromper investigações sobre o Banco Master.
O que motivou as notas de repúdio das entidades de imprensa?
A Polícia Federal identificou mensagens sugerindo que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ordenou uma devassa na vida pessoal da jornalista Malu Gaspar. O objetivo seria encontrar detalhes íntimos ou oferecer propostas de trabalho enganosas para impedir que ela continuasse noticiando escândalos financeiros envolvendo os negócios do empresário.
Como funcionava o suposto esquema de intimidação contra a jornalista?
As investigações apontam que o publicitário Thiago Miranda repassou a Vorcaro dados sigilosos, como endereços residenciais, informações de familiares e até detalhes de contas bancárias da colunista. A ideia era usar esses métodos, classificados pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) como ‘mafiosos’, para frear o trabalho investigativo da profissional.
Qual foi o posicionamento da Abraji sobre os ataques?
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) destacou que Malu Gaspar também enfrentou uma onda de ataques misóginos na internet. Para a entidade, a intimidação de jornalistas prejudica toda a sociedade, e ataques desse tipo contra mulheres que cobrem figuras de poder tornaram-se um cenário hostil e comum que precisa acabar.
Existe alguma relação entre os ataques e decisões do STF?
De acordo com a Abraji, a jornalista passou a sofrer ataques online intensos logo após publicar uma reportagem sobre conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Esse fato demonstra como o exercício da profissão tem gerado reações agressivas por parte de grupos incomodados com as revelações.
O que dizem as defesas dos citados no caso?
A defesa de Daniel Vorcaro declarou que não vai se pronunciar sobre a apuração no momento. Já os advogados de Thiago Miranda afirmaram que ainda não tiveram acesso às mensagens citadas pela Polícia Federal e criticaram o que chamam de ‘vazamento seletivo’ de informações da investigação.
- Entidades de defesa do jornalismo repudiam assédio de Vorcaro a Malu Gaspar