Entidades judaicas do Brasil lamentaram a morte do papa Francisco, nesta segunda-feira, 21. Elas destacaram principalmente a luta do papa contra o antissemitismo e pelos direitos humanos.
O comunicado da Confederação Israelita do Brasil (Conib) ressaltou que o papa Francisco, “com seu carisma a visão inclusiva, tocou o coração das pessoas em seu papado transformador.”
“Ele visitou o campo de extermínio nazista de Auschwitz, condenou o antissemitismo, o discurso de ódio e o racismo, além de promover o diálogo inter-religioso.”
Assim como a Conib, a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), expressou, em nota, “solidariedade aos católicos de todo o mundo.”
“Reconhecemos o legado de um líder incansável na luta contra o discurso de ódio, o racismo e todas as formas de intolerância”, realçou a entidade. “Sua voz firme contra o antissemitismo e a promoção do diálogo inter-religioso representaram um farol de esperança em tempos de crescente intolerância.”
O papa e a promoção da paz
O movimento PinForPeace, pela Paz, contra o terrorismo e o antissemitismo, e a Congregação Israelita Paulista (CIP), também manifestaram pesar pela morte do papa.
“A partida de líderes que dedicaram suas vidas à união entre os povos reforça a urgência de seguirmos juntos na construção de um futuro baseado na solidariedade e no respeito mútuo”, destacou o PinForPeace, criado depois dos ataques de 7 de outubro em Israel.
A CIP se referiu ao papado de Francisco destacando a “trajetória de um líder que dedicou sua vida à promoção da paz, da justiça social e do diálogo inter-religioso.”
A entidade acrescentou que o trabalho dele foi dedicado à união dos povos.
“Sua voz firme contra o discurso de ódio e seu empenho pela aproximação entre diferentes crenças permanecerão como exemplos eternos de coragem, esperança e fraternidade.”