A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) divulgaram nota em comemoração à libertação, nesta segunda-feira, 13, dos 20 reféns que ainda estavam vivos no cativeiro do grupo terrorista Hamas.
A Conib afirmou que os detidos estavam nas “masmorras de Gaza” havia dois anos, em condições desumanas, sob tortura e fome.
“Este é um dia de tremenda alegria, ansiado por judeus e amantes da paz no mundo todo”, declarou a entidade. “Que as cicatrizes dessa guerra trágica e a alegria deste dia feliz sejam catalisadores decisivos para um futuro de paz, segurança e prosperidade para todos os povos da região.”
No comunicado da Fisesp, a entidade declarou que recebe com “profunda emoção e imenso alívio a notícia.”
“Este é um momento de renascimento e fé”, destacou a entidade. “Um marco de humanidade em meio a um longo período de sofrimento que uniu corações em Israel e em todo o mundo. O povo judeu, mais uma vez, demonstrou sua força, sua resiliência e sua capacidade de transformar a dor em esperança.”
A Fisesp destacou o “exemplo de coragem das famílias que jamais perderam a fé e continuaram lutando para trazer de volta seus entes queridos.”
Retorno dos corpos dos 28 reféns
Os reféns passaram 738 dias em cativeiro e voltaram a Israel na manhã desta segunda-feira, na primeira fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, articulado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.
O retorno foi celebrado por centenas de milhares de pessoas em Israel. Do acordo pela entrega dos corpos dos outros 28 reféns que morreram em cativeiro ou nos ataques de 7 de outubro, até o momento, apenas quatro já chegaram a Israel.
Parentes e autoridades estão apreensivos em relação à possibilidade de o Hamas não cumprir essa parte do acordo.