A explosão de um drone ucraniano supostamente abatido por defesas aéreas russas em uma praia a 200 quilômetros de Moscou provocou a morte de pelo menos sete pessoas, incluindo crianças, e deixou outros 50 vítimas feridas, nesta segunda-feira (7). O episódio ocorreu na praia de Arjipki, no distrito de Gelendzhik (região de Krasnodar).
Autoridades russas responsabilizaram Kiev pela tragédia, em comunicado divulgado pelo Quartel-General Operacional do Krai de Krasnodar, órgão oficial de gestão de crises da região. Veículos de comunicação afirmaram, por sua vez, que o alvo do ataque ucraniano era, na verdade, um resort com especialistas e engenheiros de um complexo militar-industrial russo, conhecido como a “amazon russa”.
Em declarações à emissora CNN, o chefe do Centro de Combate à Desinformação do governo ucraniano, Andriy Kovalenko, afirmou: “Esta foi uma ação das forças de defesa aérea russas, que abateram o drone sobre uma praia cheia de turistas. E são esforços patéticos das autoridades russas, que frequentemente ocultam alertas de ataques aéreos ou deixam de fazer tudo o que é necessário para garantir a segurança dos russos durante tais alertas”.
Uma análise da emissora americana de um vídeo que mostra o drone atingindo a praia concluiu que, segundos antes da explosão, é possível ouvir disparos automáticos de pelo menos três armas. Durante os disparos, o drone faz uma curva brusca e mergulha na praia. Aparentemente, o drone ultrapassou uma instalação de radar russa localizada a oeste da praia onde caiu.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou nesta segunda-feira, em uma reunião com embaixadores em Kiev, que o objetivo do país é forçar o regime de Vladimir Putin a cessar as hostilidades antes da chegada do inverno. O método escolhido, ataques com drones contra a retaguarda russa, visa deixar Moscou sem alternativa a não ser a paz, devido ao alto custo da guerra, declarou ele.