Pelas redes sociais, o deputado federal Giovani Cherini (PL-RS) reclamou do calor durante os trabalhos da CPMI do INSS, nesta segunda-feira 6. Na ocasião, o colegiado ouviu o depoimento do empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, ex-sócio no escritório do advogado Nelson Wilians.
Polícia Federal (PF) investiga Cavalcanti por ele supostamente esconder veículos de alto valor em shoppings de Brasília, com o objetivo de evitar a apreensão durante a operação que apura fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões
Giovani Cherini usou as redes sociais para criticar o desligamento dos aparelhos de ar condicionado do local.
“Cortaram o ar-condicionado da sala da CPMI do INSS para tentar travar as investigações”, disse o deputado Giovani Cherini, em publicação no X. “Estão tentando sabotar os trabalhos, mas a verdade não se cala, a CPMI segue firme.”
ABSURDO!
Cortaram o ar-condicionado da sala da CPMI do INSS pra tentar travar as investigações. Estão tentando sabotar os trabalhos, mas a verdade não se cala, a CPMI segue firme! pic.twitter.com/rp5mCMgTKQ
— Giovani Cherini (@giovanicherini) October 6, 2025
CPMI ouviu empresário acusado de envolvimento no esquema
Durante a sessão da CPMI, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reagiu com indignação às explicações do depoente.
Cavalcanti negou em depoimento ter escondido uma Ferrari de R$ 4 milhões, modelos Mercedes-Benz e uma réplica de carro de Fórmula 1.
Para Viana, os indícios contra o empresário Fernando Cavalcanti são “robustos e
inequívocos”.
“É impossível que uma pessoa que sai de São Paulo ganhando R$ 5 mil por mês venha para Brasília e amealhe um patrimônio só em carros superior a R$ 20 milhões, uma adega de R$ 7 milhões, imóveis, viagens e toda uma vida de luxos”, afirmou Viana.
O senador destacou que as quebras de sigilo bancário e fiscal mostram que Cavalcanti é “apenas uma parte de um esquema maior”, sustentado por fraudes contra aposentados e pensionistas.