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Depois de rompimento, Sustenidos avalia medidas contra Nunes

A Sustenidos, responsável pela administração do Theatro Municipal de São Paulo, estuda medidas administrativas e judiciais depois do pedido de rescisão contratual feito pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) na sexta-feira 19. O motivo principal foi a recusa da organização em demitir um funcionário que compartilhou uma publicação polêmica sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, classificado como “nazista” na postagem.

Segundo a Sustenidos, a publicação não representa a opinião da entidade nem do Theatro Municipal. Ela diz que o funcionário, Pedro Guida, agiu em nome próprio, ressaltando que não ocupa cargo de chefia nem de porta-voz. A organização informou que, apesar de discordar totalmente do conteúdo, abriu processo interno no comitê de ética e solicitou parecer jurídico de um escritório especializado para tratar do caso.

Controvérsias contratuais e investigação de licitação

Outro fator apresentado pela prefeitura para romper o contrato envolve uma investigação do Tribunal de Contas do Município referente a uma licitação. A Sustenidos esclareceu que esse questionamento foi feito por uma entidade derrotada no processo seletivo, sendo direcionado diretamente à administração municipal, e não à própria gestão da organização.

A Sustenidos destacou ainda os avanços alcançados na administração do Theatro Municipal. A organização considerou inadequada a proposta de terminar o contrato a menos de um ano do fim previsto, alegando que a medida não se justifica do ponto de vista dos resultados obtidos nem da economia de recursos públicos.

Reações da Sustenidos e próximos passos

Vereadores contrários a Nunes na Câmara Municipal interpretam que a questão do funcionário seria apenas um pretexto do prefeito para encerrar o contrato, devido ao incômodo com a independência da Sustenidos. “Acompanharemos com serenidade o desenrolar dos fatos, na expectativa que prevaleça o bom senso e sobretudo o interesse público”, afirmou a organização em sua nota oficial. Ela reforça que não renunciará das “medidas administrativas e judiciais que, eventualmente, se fizerem necessárias”.

Via Revista Oeste

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