Criado em 1861, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em português) é uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo. Sua inauguração, após o fim da Guerra Civil Americana, marcou o início de um projeto que visava aliar o ensino à prática em uma época de mudanças na sociedade dos Estados Unidos.
Hoje, o instituto é referência em ciência, tecnologia e inovação e anualmente é reconhecida por sua atuação. No último ranking da revista THE (Times Higher Education), que mede o desempenho de universidades em todo o mundo, o MIT apareceu na segunda colocação, atrás apenas de Oxford.
Para quem deseja estudar na instituição, a CNN separou sete curiosidades sobre a história do MIT. Confira:
Colocar muitos estudantes talentosos e criativos em um mesmo lugar pode render frutos para a sociedade. Ao mesmo tempo, é possível que algumas ideias nem sempre sirvam para algum propósito específico.
E é por conta disso que, no MIT, surgiu a tradição do Hacks, as pegadinhas inteligentes. Uma das mais famosas dessas brincadeiras é quando os estudantes decidem colocar enfeites ou grandes objetos no topo da cúpula do campus.
Há até uma página, chamada Hack Gallery, que registra as “brincadeiras” dos estudantes.
![](https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2025/02/02-mit-great-dome-fire-truck-christina-xu.large_.webp?w=1024)
O local onde a universidade fica sempre revela características de sua identidade e cultura. No caso do MIT, essa lógica mudou ao longo do tempo. Isso porque, em 1916, três décadas após a inauguração, a instituição se mudou de cidade de Boston para Cambridge, ambas no estado americano de Massachusetts — que dá nome à universidade.
Boston, inclusive, é o lar de Harvard, outra prestigiada universidade norte-americana, grande rival acadêmica do MIT ao longo da história. A mudança, porém, não tem ligação com a “rixa” entre as instituições.
Em 1965, o MIT criou primeiro sistema de e-mail, chamado de Mailbox, que depois evoluiu para um o ARPANET, uma ferramenta utilizada pelo Exército dos Estados Unidos para se comunicar.
Mas foi em 1971 que Ray Tomlinson, engenheiro da universidade, criou o sistema como conhecemos hoje, incluindo o símbolo “@” na comunicação digital. Mais tarde, a tecnologia abriria espaços para organizações como Hotmail e Yahoo venderem suas versões comerciais do produto.
Em 1969, quando o Programa Apollo levou a primeira pessoa à Lua, os sistemas de navegação e orientação utilizados pelos astronautas eram uma criação do MIT. Liderados pela cientista Margareth Hamilton, os pesquisadores ajudaram a criar um programa que não só ajudou na missão da Nasa como também gerou um legado para os avanços tecnológicos das décadas seguintes.
O computador propriamente dito, o Apollo Guidance Computer de 1 pé cúbico, foi o primeiro uso significativo de chips de circuito integrado de silício. Com ele, cientistas puderam acelerar muito o desenvolvimento da tecnologia de microchip que mudou virtualmente todos os produtos de consumo.
Em mais um pioneirismo do MIT, a instituição foi uma das primeiras incentivadoras das criptomoedas — hoje tão populares em todo o mundo.
Para isso, seus alunos criaram uma moeda fictícia chamada “MIT Bitcoin”, que foi distribuída gratuitamente para incentivar o estudo de criptomoedas antes da ascensão do Bitcoin como conhecemos hoje.
Atualmente, há um grupo chamado MIT Bitcoin Club, um dos primeiros clubes de blockchain no mundo, que fomenta o desenvolvimento de tecnologias dessa natureza.
Estudar no MIT já é difícil. Mas, mesmo para aqueles que têm a oportunidade de ingressar na universidade, há ainda alguns desafios que, em alguns casos, são quase intransponíveis.
Exemplo disso é uma disciplina específica do curso de engenharia aeroespacial da universidade, a “Unified Engineering”, considerada umas das mais difíceis do mundo e apelidada de “curso impossível” pelos estudantes.
Em linhas gerais, as aulas dessa matéria visam dar aos alunos uma base sólida a respeito dos fundamentos da engenharia aeroespacial, passando por programação, termodinâmica, propulsão e outros temas. Nela, os alunos são desafiados a resolver problemas em sistemas de engenharia. O difícil é conseguir avançar nas resoluções.
Ao longo da história, 97 ganhadores do Prêmio Nobel estão ligados ao MIT (professores, alunos ou pesquisadores).
Nomes como Richard Feynman, Nobel de Física em 1965, Kofi Annan, Nobel da Paz em 2001, e Paul Krugman, Nobel de Economia em 2008, são alguns dos exemplos ilustres de pessoas premiadas e reconhecidas por seus grandes feitos.