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Saúde

Crianças não precisam de pais perfeitos, precisam de adultos presentes

A saúde mental dos pais é uma parte complementar muito importante para a saúde da criança. Em uma rotina marcada por trabalho, responsabilidades e pouco tempo para descanso, o estresse pode se tornar uma constante.

Quando isso acontece, os efeitos não ficam restritos aos adultos: podem repercutir no ambiente familiar e na forma como crianças e adolescentes dormem, aprendem, se relacionam e expressam emoções.

A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 1 bilhão de pessoas conviviam com alguma condição alterada de saúde mental. Na pediatria, esse dado reforça algo essencial: cuidar da infância também exige olhar para quem cuida.

Estudos publicados na JAMA Pediatrics apontam associações entre depressão, ansiedade e estresse parental e aspectos do desenvolvimento dos filhos, incluindo dimensões socioemocionais, cognitivas e de linguagem.

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Isso não significa que todos os pais que atravessam um período difícil irão necessariamente causar problemas aos filhos. Saúde mental não deve ser tratada pela lógica da culpa. . Precisam de adultos presentes, capazes de reconhecer limites, pedir ajuda e construir relações seguras.

Alterações persistentes no sono, irritabilidade, dores recorrentes sem causa aparente, dificuldade de concentração, queda no desempenho escolar, isolamento ou mudanças importantes de comportamento merecem atenção.

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Nesses casos, é importante olhar para a criança por inteiro e também para o contexto em que ela vive. Família, escola, pediatra e profissionais de saúde mental formam uma capaz de identificar sinais precocemente e definir os próximos passos para cada situação.

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A saúde mental na infância já é um tema recorrente nas mesas clínicas do mundo inteiro. Por esse motivo que, o tema terá um espaço inédito no 8º Congresso Internacional Sabará-Pensi de Saúde Infantil (que acontecerá entre os dias 1 e 3 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca) em São Paulo.

Pela primeira vez, o evento concentrará um dia de programação e reunirá médicos e pesquisadores para discutir diferentes manifestações do sofrimento psíquico na infância e na adolescência, seus impactos sobre o cuidado pediátrico e a atuação integrada das equipes de saúde.

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Em um hospital pediátrico, aprendemos diariamente que a saúde infantil não começa e termina no corpo da criança. Desenvolvimento, vínculos, ambiente e saúde emocional caminham juntos.

Cuidar de quem cuida fortalece a família e cria melhores condições para que crianças e adolescentes cresçam com segurança, autonomia e saúde porque acreditamos que o futuro começa agora, e que futuro é infância saudável.

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