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Contas públicas pioram nos quase 6 meses de Durigan na Fazenda

Os indicadores fiscais do Brasil pioraram desde que Dario Durigan assumiu o Ministério da Fazenda petista, em março de 2026. Em quase 6 meses no cargo, a dívida bruta chegou a R$ 10,9 trilhões e a dívida líquida atingiu o maior nível da série histórica.

A DBGG (dívida bruta do governo geral) alcançou 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho. É o maior patamar do 3º mandato do presidente Lula (PT) e representa alta de 0,6 ponto percentual desde março, quando Durigan assumiu a Fazenda.

A dívida bruta chegou a 87,7% do PIB em outubro de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), em meio ao aumento dos gastos públicos provocado pela pandemia. Depois, o indicador recuou e encerrou dezembro de 2022, último mês de Bolsonaro na Presidência, em 71,7% do PIB. No governo Lula, voltou a subir e disparou.

A dívida líquida avançou ainda mais. O indicador chegou a 69,1% do PIB em julho, recorde desde o início da série histórica, em dezembro de 2001. O resultado está 2,4 p.p. acima do registrado em março de 2026. A dívida líquida considera os débitos do setor público descontados ativos como as reservas internacionais.

O colchão de liquidez do governo aumentou em relação a março, mas perdeu força nos últimos meses. Era suficiente para cobrir 5,7 meses de vencimentos da dívida naquele mês e chegou a 7,8 meses em julho. Em maio, porém, havia alcançado 9,1 meses.

As contas também pioraram no resultado estrutural calculado pela IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado. O indicador ficou negativo no 3º mandato de Lula. Durigan está no Ministério da Fazenda desde junho de 2023, quando assumiu como secretário-executivo de Fernando Haddad. O resultado havia registrado superavit em 2021 e 2022, mas foi revertido nos últimos 3 anos.

A deterioração fiscal ocorreu após o Congresso aprovar, em agosto de 2023, uma mudança no arcabouço fiscal. A regra proposta pelo governo petista permitiu que as despesas crescessem acima da inflação conforme o desempenho das receitas, substituindo o teto de gastos, que impunha limites mais rígidos.

É nesse cenário que Durigan tenta convencer analistas de mercado de que poderá “promover” um “ajuste fiscal” em 2027, caso Lula seja reeleito. Os números registrados durante seus quase 6 meses à frente da Fazenda, porém, alimentam o “ceticismo” sobre a promessa de ajuste do regime petista.

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