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Como o petróleo tornou a Noruega uma potência entre investidores

Como o petróleo tornou a Noruega uma potência entre investidores

A vitória da Noruega sobre o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo ganhou os holofotes internacionais nos últimos dias e acabou despertando a atenção fora de campo para o fato do país escandinavo possuir o maior fundo soberano do mundo.

O atual sucesso do Government Pension Fund Global (GPFG) só foi possível graças à descoberta, ainda na década de 1960, de reservas significativas de petróleo e gás no Mar do Norte, que transformou o país no maior cofre do planeta, com um montante de aproximadamente US$ 2,2 trilhões (quase quatro vezes mais do que a economia norueguesa produz dentro de um ano).

Décadas depois da descoberta, o fundo foi lançado com o objetivo de angariar investimentos para o Estado e evitar depender de estabilidade política e econômica. De início, a poupança pública foi reforçada com recursos provenientes de impostos sobre petróleo, taxas de licenciamento e lucros da empresa estatal de energia. Hoje, mais da metade de todo o fundo já não é focado no petróleo, mas resultado de seus investimentos do passado.

Ele cresceu exponencialmente baseado em títulos, tornando-se o maior do seu tipo, e resultou na aquisição de pequenas participações acionárias em milhares de empresas em todo o mundo, incluindo dezenas de brasileiras. O país escandinavo possui, em média, o equivalente a 1,5% de todas as empresas listadas em bolsas, tornando-se o maior detentor individual de ações negociadas do mundo.