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Comissão do Senado debate violações de direitos a presos do 8/1

Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, familiares de condenados pelos 8 de janeiro defenderam, na quarta-feira, 16, a inocência dos manifestantes. Entre outros pontos, eles destacaram violações de direitos e criticaram falhas nos processos judiciais.

A convocação da sessão ocorreu por iniciativa da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside o colegiado. Na abertura, ela ressaltou que cabe à comissão proteger os direitos de todo cidadão e afirmou que normas constitucionais e tratados internacionais “têm sido sumariamente ignorados”, com o objetivo de reprimir movimentos políticos motivados por indignação popular contra a corrupção.

Críticas ao Judiciário, e a atuação da Comissão no Senado

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Divulgação/STF

Conforme Damares, “o que nos traz aqui hoje não são apenas discussões sobre dispositivos legais, mas vidas humanas, histórias de famílias que foram profundamente impactadas, julgamentos arbitrários e punições que ultrapassam, com imensa margem, as dosimetrias penais previstas em nosso arcabouço jurídico”.

A senadora também mencionou o acompanhamento da comissão sobre a situação de brasileiros presos, tanto no Brasil quanto no exterior. Ela criticou a ausência de autorização do STF para que o grupo visitasse presídios nacionais e afirmou que essa decisão “fere diretamente dispositivos constitucionais e regimentais que atribuem essa responsabilidade ao Senado e à Comissão de Direitos Humanos”.

Damares classificou como preocupante a impossibilidade de a comissão inspecionar condições de detentos no país, enquanto foi possível realizar visita a brasileiros presos na Argentina.

“É uma situação absurda que um órgão de direitos humanos do Brasil consiga visitar presos fora do Brasil e não consiga fazer o mesmo em território nacional”, destacou a senadora.

Ela reconheceu que ocorreram “baderna e excessos” no episódio do 8 de janeiro, mas considerou “inaceitável” a acusação de golpe de Estado. Defendeu, ainda, o fortalecimento do devido processo legal, a garantia de ampla defesa e melhorias para tornar o Judiciário mais transparente e imparcial.

Via Revista Oeste

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