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Comércio de rua em crise: lojistas tentam evitar fim do varejo físico

Comércio de rua em crise: lojistas tentam evitar fim do varejo físico

O comércio de rua está sendo pressionado por uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. Em cinco anos, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro cresceu 86,3%, enquanto manter uma loja física ficou mais caro e o orçamento das famílias passou a ser pressionado pelo endividamento.

Entre 2020 e 2025, o faturamento do e-commerce brasileiro passou de R$ 126,45 bilhões para R$ 235,52 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOMM).

O crescimento não representa apenas uma mudança temporária provocada pelas mudanças de hábito decorrentes da pandemia. Na avaliação de Fernando Balotim, economista e especialista em reconstrução de empresas, o varejo físico está diante de uma transformação estrutural na forma como os consumidores pesquisam e compram.

“A pandemia acelerou uma transformação que já vinha ocorrendo no varejo. O consumidor deixou de depender do deslocamento até a loja porque encontrou conveniência no comércio eletrônico”, afirma.