A República Popular da China impôs tarifas de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos. Com isso, o regime cumpre a promessa de retaliar as medidas comerciais do presidente norte-americano, Donald Trump. A Comissão de Tarifas Aduaneiras, de Xi Jinping, confirmou a reciprocidade, com entrada da medida em vigor em 10 de abril.
Pequim intensifica o contra-ataque e barrou as importações de frango de duas empresas dos EUA. Mountaire Farms e Coastal Processing perdem acesso ao mercado chinês imediatamente. A Alfândega justifica a suspensão com riscos à saúde dos consumidores.
Trump elevou a disputa e anunciou 34% extras sobre produtos chineses na quarta-feira 2. As taxas norte-americanas contra a China agora somam 54% no total. Analistas preveem mais tensões econômicas entre as duas potências.
Lula diz que recorrerá à OMC contra as taxas impostas pelos Estados Unidos
Em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as taxas impostas pelos Estados Unidos. Desde o mês passado, os EUA aplicam uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras de aço e alumínio.
Ao encerrar sua viagem ao Japão, Lula concedeu uma entrevista em que mencionou que Donald Trump anunciou uma taxa de 25% para todos os automóveis fabricados fora dos EUA, incluindo os do Japão.
Em resposta, o petista disse que o Brasil pode implementar tarifas de reciprocidade sobre produtos importados dos EUA. Segundo ele, a medida visa a proteger os interesses comerciais do Brasil.
“Nós temos duas decisões a tomar: uma é recorrer na Organização Mundial do Comércio, que nós vamos recorrer”, disse Lula. “E a outra é a gente sobretaxar os produtos americanos que nós importamos. É colocar em prática a lei da reciprocidade.”