Durante pronunciamento na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que qualquer ataque dirigido ao país resultará em uma resposta firme.
Neste sábado, 27, Lavrov rejeitou as acusações de envolvimento russo em recentes incidentes com drones no espaço aéreo de nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), argumentando que a Rússia está sendo responsabilizada injustamente por supostos planos de ataque à Otan e à União Europeia.
“O presidente Vladimir Putin tem repetidamente rechaçado essas provocações”, afirmou Lavrov.
O ministro também abordou o conflito na Ucrânia, afirmando que Moscou está disposta a negociar para tratar as causas do confronto. Ele acrescentou que a segurança do país e seus interesses essenciais devem ser protegidos de forma efetiva.
Conflito na Ucrânia e negociações
“Como o presidente Vladimir Putin enfatizou repetidamente, a Rússia permanece aberta a negociações sobre a eliminação das causas principais do conflito com a Ucrânia”, acrescentou Lavrov. “A segurança da Rússia e seus interesses vitais devem ser garantidos de maneira confiável.”
Lavrov ainda acusou a Otan e a União Europeia de instrumentalizarem a Ucrânia para desencadear uma guerra direta contra a Rússia.
Na última terça-feira, 23, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alterou sua posição sobre a guerra, defendendo que Kiev não deve entregar territórios a Moscou para encerrar o impasse que começou em fevereiro de 2022.
Sanções ao Irã e posicionamento da Rússia
O chanceler russo também abordou as sanções impostas ao Irã, criticando o que definiu como isolamento diplomático aplicado pelo Ocidente a Teerã. Neste sábado, o Irã voltou a ser alvo de sanções econômicas e militares depois de um intervalo de dez anos, devido ao seu programa nuclear.
A medida foi ativada pelo grupo E3 — Reino Unido, França e Alemanha — no fim de agosto, restabelecendo sanções que haviam sido retiradas em 2015, com prazo de implementação de até 30 dias.
As restrições incluem embargo total de armas e ações econômicas contra o Irã. Rússia e China tentaram impedir o retorno das sanções no Conselho de Segurança da ONU, mas a proposta não prosperou.