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Saúde

Causa da morte de Marcelo Gasparini: entenda leucemia mieloide aguda

Faleceu, nesta segunda-feira, 31, o cantor sertanejo Marcelo Gasparini, aos 54 anos. Ele formava dupla com o irmão gêmeo, Mauricio Gasparini.

O artista havia sido diagnosticado com leucemia mieloide aguda (LMA) em fevereiro deste ano. Durante o tratamento, chegou a passar por um transplante de medula óssea, com o irmão como doador. Apesar do procedimento, ele não resistiu à doença.

Em nota, a família agradeceu as mensagens de carinho, solidariedade e as orações recebidas durante o período e pediu respeito à privacidade neste momento.

O que é a leucemia mieloide?

As leucemias são tipos de câncer que afetam as células do sangue e a medula óssea, tecido localizado no interior dos ossos e responsável pela produção das células sanguíneas.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, a leucemia ocupa a entre os tipos de câncer mais incidentes no país. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados novos casos dessas doenças por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Desse total, ocorrer em homens e em mulheres.

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A leucemia mieloide aguda (LMA) em específico começa na medula óssea. Quando acontece, algumas das células sanguíneas ainda imaturas, chamados blastos, sofrem alterações e passam a se multiplicar sem controle. Com isso, ocupam espaço na medula e atrapalham a produção das células normais.

A doença é chamada de “” porque pode evoluir e, por isso, exige investigação e tratamento em curto intervalo de tempo. Por isso, a LMA é um dos cânceres de sangue mais agressivos, apesar de ser o mais comum em adultos.

O prognóstico depende de diversos fatores, entre eles a idade do paciente, seu estado geral de saúde, as alterações genéticas presentes nas células da leucemia e a resposta ao tratamento.

É possível prevenir a leucemia mieloide aguda?

Na maioria dos casos, não há uma forma conhecida de prevenir a doença. Isso ocorre porque as alterações genéticas responsáveis pelo desenvolvimento da doença geralmente surgem sem uma causa identificável.

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“Porém, é importante estar atento e procurar um médico sempre que tiver algum dos sintomas. Assim, será possível fazer os exames diagnósticos com rapidez e escolher o tratamento mais adequado para cada caso”, destaca Mariana Oliveira, onco-hematologista da Oncoclínicas.

Quais os sintomas do quadro

Como a doença compromete a produção normal das células do sangue, os sinais podem estar relacionados à falta de hemácias, de células de defesa e de plaquetas.

Entre os mais comuns estão cansaço, fraqueza e falta de ar, associados à anemia, além de febre e infecções frequentes, devido à redução das células de defesa normais. No caso de Gasparini, por exemplo, a descoberta do quadro veio depois de uma infecção bacteriana.

Outra preocupação é o sangramento ou aparecimento fácil de hematomas, relacionados à queda das plaquetas; palidez; perda de peso e falta de apetite; e dores nos ossos ou nas articulações, em alguns casos.

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Os sintomas, porém, não são exclusivos da leucemia e podem aparecer em diversas outras condições. Por isso, a investigação é feita por meio de exames de sangue e, quando há suspeita, exames da medula óssea.

Como é feito o tratamento

O tratamento de uma leucemia varia conforme as características da doença e as condições clínicas do paciente. “Como existem muitos tipos de leucócitos, temos também diversos tipos de leucemias”, explica Oliveira.

Na LMA, a abordagem pode envolver quimioterapia, medicamentos direcionados a alterações específicas das células leucêmicas e, para alguns pacientes, transplante de células-tronco hematopoéticas, também conhecido como transplante de medula óssea.

De maneira geral, a primeira etapa busca eliminar as células leucêmicas e alcançar uma remissão. Depois, são utilizadas estratégias para reduzir o risco de a doença voltar.

Vale dizer, ainda, que nem todos os pacientes podem receber quimioterapia intensiva. Para adultos recém-diagnosticados que não têm condições clínicas de suportar esse tipo de tratamento, o SUS incorporou este ano uma nova opção terapêutica, ampliando as alternativas disponíveis para esse grupo.

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O novo tratamento envolve a combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina, coquetel que demonstrou benefício no controle da doença e ganho de sobrevida nesse grupo de pacientes.

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