Teresina - Piauí terça-feira, 04 de agosto 28°C
Destaque / Economia

Carros chineses derrubam preços e pressionam montadoras tradicionais

Carro elétrico custa até 76% menos por km do que modelo a gasolina

O Brasil se tornou, pela primeira vez, o maior comprador de carros chineses do mundo, superando mercados como Rússia e Bélgica. O avanço das montadoras do país asiático, impulsionado principalmente pelos veículos elétricos e híbridos, já provoca uma transformação profunda no mercado automotivo nacional.

Se, por um lado, a concorrência ampliou a oferta de veículos mais equipados e pressionou fabricantes tradicionais a rever preços, equipamentos e estratégias comerciais, por outro, começa a produzir um efeito menos perceptível para o consumidor: a desvalorização dos veículos seminovos, especialmente daqueles acima de R$ 100 mil.

“Durante a pandemia, o seminovo ficou muito caro, e o consumidor passou a pagar caro por um carro nacional que entregava pouca tecnologia. As marcas chinesas chegaram oferecendo mais equipamentos por um preço menor”, afirma Claudenir Pires, proprietário de três lojas de veículos em Santa Catarina.

Segundo o empresário, a mudança já alterou o perfil de quem compra automóveis no Brasil. Os números ajudam a explicar esse movimento: as fabricantes chinesas já alcançaram 23% de participação no mercado brasileiro de veículos leves na primeira quinzena de julho, segundo levantamento da Bright Consulting, consolidando uma trajetória de crescimento iniciada há poucos anos.