Teresina - Piauí quarta-feira, 05 de agosto 28°C
Destaque / Política

Câmara decide não cassar mandato de Glauber Braga

O plenário da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira, 10, aplicar uma suspensão de seis meses ao deputado Glauber Braga (Psol-RJ). A votação encerrou um processo que pedia a cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro depois de episódios de agressão contra um integrante do Movimento Brasil Livre dentro das dependências do Congresso. A decisão contou com 318 votos favoráveis, 141 contrários e três abstenções.

A medida foi adotada depois de deputados aprovarem uma alteração na punição originalmente prevista. O relatório pela perda do mandato havia sido aprovado no Conselho de Ética e na Comissão de Constituição e Justiça.

A suspensão preserva seus direitos políticos; se fosse cassado, o parlamentar ficaria inelegível por aproximadamente oito anos. Com a decisão, Glauber mantém o mandato, mas ficará afastado das atividades parlamentares por seis meses.

Um destaque apresentado pelo Psol, partido de Glauber, mudou o encaminhamento do caso. Foram 226 votos pela alteração da pena, contra 220 que defendiam manter a cassação. A estratégia permitiu garantir a aplicação de alguma punição, já que a obtenção dos 257 votos necessários para retirar o mandato era incerta.

Glauber foi alvo de representação no Conselho de Ética depois de um episódio em abril, quando discutiu com Gabriel Costenaro, militante do MBL à época. A confusão começou em um dos anexos da Câmara e evoluiu para empurrões e chutes.

A Polícia Legislativa separou os envolvidos e os conduziu para prestar depoimento, momento em que houve novo desentendimento com o deputado Kim Kataguiri (União-SP), fundador do movimento.

O parlamentar alega que reagiu a ofensas contra sua mãe. “Para defender a minha família, sou capaz de muito mais do que um chute na bunda, muito mais”, declarou.

O processo avançou ao longo do ano, mas enfrentou sucessivas paralisações. Glauber realizou greve de fome enquanto aguardava a votação e ocupou uma sala da Câmara durante o protesto.



Via Revista Oeste

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.