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Câmara aprova ‘PL da Globo’, que prevê taxação de streaming

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 5, a redação final do projeto de lei que prevê a taxação de streaming no Brasil, também conhecido como “PL da Globo”. 

A proposta estabelece que a cobrança será feita sobre a receita bruta anual das empresas, variando de 0,1% a 4%, conforme o faturamento. Empresas com receita de até R$ 4,8 milhões — enquadradas no Simples Nacional — ficam isentas.

Plenário da Câmara
A redação fiinal foi aprovada em plenário | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Regras e cobrança de streaming

A nova Condecine do streaming abrangerá três tipos de serviço:

  • Vídeo sob demanda (VoD) — como Netflix, Amazon Prime Video e Globoplay;
  • Televisão por aplicativo (TV App) — como Claro TV+;
  • Compartilhamento de conteúdo — como YouTube e plataformas similares.

Os percentuais variam de acordo com a natureza da atividade:

  • Vídeo sob demanda e TV App: de 0,5% a 4%, com parcelas dedutíveis fixas entre R$ 24 mil e R$ 7,14 milhões;
  • Serviços de compartilhamento: de 0,1% a 0,8%, com deduções entre R$ 4,8 mil e R$ 1,4 milhão.

O texto ainda estabelece que plataformas de vídeo e TV por aplicativo deverão dar destaque a produções brasileiras em seus catálogos e garantir igualdade de tratamento entre recomendações de conteúdo nacional e estrangeiro.

Além disso, provedores com faturamento anual superior a R$ 500 milhões deverão ofertar conteúdos de comunicação pública, como canais educativos, culturais e de saúde, sem custo adicional ao usuário.

Essas obrigações entrarão em vigor 180 dias após a publicação da lei, com aplicação gradual conforme o porte das plataformas e a oferta de catálogo.

A lei não se aplicará a serviços de caráter religioso, jornalístico, educacional, esportivo ou sem fins lucrativos, bem como a jogos eletrônicos e plataformas em que o audiovisual seja atividade acessória.

Serviços de TV por aplicativo que apenas reproduzam canais lineares, que já são transmitidos na TV por assinatura, também estarão isentos da nova contribuição.

Via Revista Oeste

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