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Bolsonaro reage à queda de Flávio e cobra unidade da direita

Bolsonaro reage à queda de Flávio e cobra unidade da direita

A carta divulgada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desencadeou uma ofensiva de aliados do parlamentar para reforçar o discurso de unidade no campo conservador. Integrantes do PL afirmam que a mensagem foi interpretada como um chamado para unificar o partido e lideranças da direita em torno da candidatura de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (15) apontou uma tendência de queda nas intenções de voto do senador, impulsionada principalmente pela redução do apoio entre eleitores independentes e entre aqueles que se identificam como de direita, mas não como bolsonaristas, conforme estratificação apresentada pelo instituto. O levantamento mostrou que, em um eventual segundo turno contra Lula, as intenções de voto em Flávio caíram de 84% para 74% entre os eleitores da chamada “direita não bolsonarista”, entre março e julho.

O período de queda nas intenções de voto de Flávio coincidiu com uma sequência de episódios que desgastaram sua pré-campanha. No fim de junho, tornou-se público o conflito com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou um vídeo afirmando ter sido “humilhada” e “apunhalada” pelo enteado. Antes disso, o pré-candidato já havia sido alvo de desgaste político após a revelação de que buscou recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

Segundo a Quaest, entre março e julho, o senador caiu de 32% para 27% nas intenções de voto entre os eleitores que se declaram independentes, enquanto Lula avançou de 27% para 40% nesse segmento. O levantamento também registrou recuo de Flávio entre os próprios bolsonaristas, passando de 96% para 91% no mesmo período.