Dois dias antes do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, o site Jezebel, conhecido por seus textos de posicionamento esquerdista, divulgou que contratou bruxas para lançar feitiços contra o norte-americano.
A autora Claire Guinan detalhou a iniciativa em um post publicado em 8 de setembro, e a equipe do site removeu-o posteriormente. No texto, Guinan criticava a atuação de Kirk entre jovens e ironizava sua aparência. Além disso, justificou a maldição com a afirmação de que o ativista presumia que “toda mulher liberal e com formação universitária é uma bruxa feminista determinada a destruir a civilização”.
Feitiços e rituais contra Charlie Kirk
Guinan afirmou que se Charlie Kirk buscava uma vilã, ela estaria disposta a ser “a bruxa velha de seus pesadelos”. Apesar de negar intenções maléficas, a autora explicou que desejava apenas pequenos infortúnios para Kirk, como que ele acordasse toda manhã com “uma espinha inexplicável”. Dentre outras coisas, também desejou que seu microfone quebrasse. Ela acrescentou: “Estragar o dia dele com o poder feminista coletivo das bruxas seria a maior alegria da minha vida”.
No relato, Guinan revelou ter contratado três bruxas on-line para lançar feitiços, incluindo um ritual para “fazer com que todos o odeiem” e outro considerado um “poderoso feitiço de prejuízos e má sorte”.
Uma das bruxas, inclusive, teria enviado a ela uma foto de Kirk sendo queimada como prova do encantamento. Na semana seguinte, a blogueira disse ter notado efeitos, como uma petição de alunos da Universidade do Estado de Utah para barrar Kirk em um evento
Reação editorial e esclarecimentos
Depois da polêmica, os editores do Jezebel divulgaram uma nota esclarecendo que o texto surgiu de forma “humorística” e que ele deveria ser lido como sátira. Eles afirmaram: “Estava completamente claro que nunca desejamos nenhum dano físico [ao ativista]”, segundo a publicação. Os editores explicaram que removeram o post “por excesso de cautela” e “para evitar que o artigo fosse usado de forma errada em um ambiente de tensão e volatilidade”.
Os editores reforçaram que não houve alteração na linha editorial e que o texto poderá ser republicado futuramente. Segundo a nota, “por compaixão pela família” a prioridade da publicação agora é o “fim da violência”.
Trajetória e posicionamento do Jezebel
Em 2007, a editora Anna Holmes criou o Jezebel como uma alternativa às revistas femininas tradicionais. Sua proposta principal era a de trazer uma abordagem crítica e sarcástica sobre temas ligados ao feminismo. Saiu do ar em 2023, depois de uma mudança de gestão, mas retornou pouco depois.
Nesse período, Holmes explicou à revista The New Yorker que o site buscava transformar assuntos sérios em algo ‘mais divertido e pessoal’.” A jornalista também queria proporcionar às mulheres “um modelo de pensamento crítico sobre gênero e raça”.