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Banco Master tem 77 mil ações e só 1 inclui a mulher de Moraes

O Banco Master figura em 77 mil ações judiciais em todo o país, segundo dados do Escavador. O portal UOL levantou os números e verificou que o nome de Viviane de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, consta em apenas um desses casos. O cenário contrasta com a abrangência contratual firmada entre o banco e a banca da advogada no início de 2024.

Em março, uma reportagem do jornal O Globo revelou que o contrato previa tarefas de caráter contencioso perante diversos órgãos, incluindo Judiciário, Ministério Público, polícia judiciária e autoridades dos poderes Executivo e Legislativo. O valor mensal pactuado chegava a R$ 3,6 milhões, com vigência de três anos. O Banco Master suspendeu os repasses neste ano, quando a instituição entrou em liquidação.

A atuação de Viviane e os conflitos do Banco Master

Viviane está vinculada a cerca de 1,6 mil processos, conforme o Escavador. O principal contratante é o parque de diversões Hopi Hari, com mais de 600 ações. Entre os casos relacionados ao Master, ela advoga em um processo de calúnia, injúria e difamação que envolve o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e o gestor Vladimir Joelsas Timerman. O Tribunal de Justiça de São Paulo mantém a ação sob sigilo, iniciada no fim do ano passado.

O Master responde pela maior parte das ações em que aparece, são seis a cada sete processos. Quase todos relacionados a contratos bancários e conflitos de consumo. A parcela restante corresponde a iniciativas da instituição contra terceiros.

STF deixa inquérito sobre o Master em sigilo

A Polícia Federal prendeu Vorcaro em novembro, na Operação Compliance Zero, que investiga a simulação do valor de uma carteira de crédito negociada com o Banco de Brasília. Ele deixou a prisão dias depois.

A defesa pediu a transferência do caso da Justiça Federal ao Supremo Tribunal Federal, alegando que a Polícia Federal encontrou, na residência do empresário, um documento que mencionava um deputado federal. O pedido foi acatado pelo ministro do STF Dias Toffoli, que colocou o processo sob sigilo.

Via Revista Oeste

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