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Associação ligada ao BRB teme diluição de participação com aumento de capital

Associação ligada ao BRB teme diluição de participação com aumento de capital

A Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do Banco de Brasília (AneaBRB) expressou preocupação diante do aumento de capital do Banco de Brasília (BRB) aprovado nesta quarta-feira (22). Por meio de um edital, a entidade adiou duas assembleias previstas para a próxima quinta-feira (30). A definição de nova data só ocorrerá após a apresentação de demonstrativos e da conclusão da operação, em maio.

O aumento de capital ocorrerá por meio de subscrição privada, uma oferta de ações destinada unicamente a quem já possui participação na estatal. A associação teme que haja uma diluição em sua participação, uma vez que é acionista minoritária.

Para que a propriedade estatal se mantenha, o governo do Distrito Federal, que hoje detém 53,1% do banco, precisará investir até R$ 5,3 bilhões. Em meio às medidas para lidar com o rombo deixado pelo envolvimento com o Banco Master, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) rejeitou o pedido de empréstimo, segundo a agência Bloomberg. A operação, de até R$ 6,6 bilhões, havia sido aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A diluição das ações leva a AneaBRB a se preocupar com seus investimentos na Saúde BRB, uma operadora de planos de saúde ligada à instituição, e com a seu próprio planejamento estratégico.

“A AneaBRB tem adotado e continuará adotando todas as medidas cabíveis nas esferas administrativa, regulatória, societária e judicial, com vistas à proteção do patrimônio da Associação e à preservação do valor econômico e institucional do BRB, especialmente diante das fraudes identificadas e das irregularidades sob investigação”, diz o edital.

Enquanto o BRB tenta se recuperar, seu ex-presidente, Paulo Henrique Costa, está preso sob suspeita de receber imóveis como propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para facilitar a compra de ativos fraudulentos. A negociação teria envolvido seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões, com R$ 74,6 milhões efetivamente pagos.

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