Depois do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar a retomada do processo de cassação de Glauber Braga (Psol-RJ), artistas passaram a divulgar vídeos em que pedem que o mandato do deputado federal seja mantido.
No material, eles repetem a frase “Glauber fica” e criticam a decisão da Mesa Diretora; alguns reforçam o slogan esquerdista “Congresso inimigo do povo”.
Bando de artista falido, cheio dos clichês acreditando que ainda possuem influência com o público real.
O cheiro de nafitalina subiu forte!
Adeus Glauber, você literalmente abriu caminho para que isso acontecesse, parabéns! pic.twitter.com/74cQvu1HXR
— Bia da Caserna (@bia_dacaserna) December 10, 2025
Entre os participantes estão Cláudia Abreu, Paulo Betti e Marco Nanini. Eles também manifestam solidariedade ao que classificaram como “episódios de violência”, referindo-se a quando Glauber foi retirado à força do plenário por policiais legislativos depois de ocupar a cadeira de Motta.
A assessoria do deputado afirma que ele sofreu agressões e precisou de atendimento médico e exame de corpo de delito. Glauber e parlamentares do Psol registraram boletim de ocorrência contra Motta.
Glauber Braga faz “protesto” contra cassação

Na terça-feira 9, depois de a análise da cassação ter sido anunciada, Glauber Braga realizou um “protesto” contra o avanço do seu processo de cassação. Em meio aos discursos dos parlamentares, ele sentou-se na cadeira da presidência e disse que não sairia “enquanto aguentasse”.
A imprensa foi impedida de entrar no plenário da Casa. Alguns jornalistas, incluindo uma repórter da Revista Oeste, foram agredidos pela Polícia Legislativa. Naquele momento, apenas parlamentares tinham autorização para permanecer no local.
Em abril, o deputado fez greve de fome por oito dias — apenas com soro, isotônico e água — depois de o Conselho de Ética aprovar sua cassação. O Psol vê a cassação do deputado federal como “inevitável”.