O anúncio da aposentadoria de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) agitou o cenário político nesta quinta-feira, 9. Parlamentares da oposição, por exemplo, celebraram a decisão do magistrado.
Vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PL) aproveitou para relembrar alguns momentos da carreira de Barroso, inclusive de antes da ida ao STF. Lembrou, nesse sentido, que o ainda membro do Supremo advogou para o terrorista italiano Cesare Battisti.
“Luís Roberto Barroso, o mesmo advogado que defendeu o terrorista Cesare Battisti — condenado na Itália por assassinatos e atos terroristas — encerrou sua carreira no STF com declarações políticas no mínimo curiosas”, afirmou Carlos. “Disse ter ‘derrotado o bolsonarismo’ e reconheceu que, sem a ajuda dos democratas dos EUA e do governo Biden, não teriam conseguido ‘manter a democracia no Brasil’ — o que coincidentemente culminou com Lula alçado ao poder.”
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) criticou o período em que Barroso ficou à frente do STF. “Sai marcado como o presidente da Corte que permitiu que a ditadura do Judiciário avançasse no país”, afirmou o parlamentar. De acordo com vídeo que compartilhou, o magistrado decidiu sair do Supremo com medo de sofrer sanções por meio da Lei Magnitsky.
A deputada federal Rosangela Moro (União-SP) também comentou a decisão do ministro do STF. Ao criticar Barroso, ela lembrou dos presos e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Deixa para o próximo governo o peso de decisões que mudaram vidas e feriram esperanças”, afirmou Rosangela. “Penso nas famílias das pessoas com doenças raras, que seguem sem tratamento por causa dos critérios impostos no Tema 1234, e também nas famílias que aguardam anistia e justiça pelos atos de 8 de janeiro.”
Saída de Barroso do STF: mais críticas, comemoração e ironia
O primeiro vice-líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Bibo Nunes também usou as redes sociais para avaliar a notícia de que Barroso decidiu adiantar a sua aposentadoria do cargo de ministro do STF. Conforme o congressista gaúcho, o magistrado adotou o que pode ser chamado de “auto impeachment“.
Vereador de Curitiba, Rodrigo Marcial (Novo) divulgou no X trecho da sessão em que Barroso anunciou a sua aposentadoria do STF. Para o político, a notícia é positiva. “Grande dia para o cidadão de bem desse país”, afirmou. “Cai o primeiro ‘deus da democracia’. Renúncia, mané, não amola.”
Integrante do Partido Novo, assim como Marcial, o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, também ironizou a futura saída de Barroso do Supremo. O membro do Poder Executivo da capital paraense citou que há o risco de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar algum influenciador comunista para a vaga — e com a certeza de aval por parte da maioria dos senadores.
“Barroso anuncia aposentadoria”, informou Martins. “Pelo ambiente do país, é capaz do Lula indicar o Jones Manoel ou o Mauro Iasi para a vaga. O Senado aprova.”