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Após reportagem, Ministério da Cultura fecha grupo e cria regra contra propaganda eleitoral

Depois da publicação da reportagem deste site, o Ministério da Cultura (MinC) fechou o grupo de WhatsApp usado para divulgar material da campanha presidencial de Lula. O administrador do canal também trocou o nome do grupo e orientou os membros a migrarem para outros espaços da mesma estrutura.

O grupo se chamava “É HOJE! Dia17: JuventudeS + MinC CULTURA (sobre CNPC!!)”. Fábio Riani Costa Perinotto, o Binho, coordenador-geral administrativo da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura (SAFCC), trocou o nome para MIGREM DE GRUPO. Também mudou a imagem e a descrição do espaço, segundo o próprio registro de alterações do WhatsApp.

O nome original trazia a sigla CNPC. Isso contraria a linha de defesa repetida por Binho e pelo Ministério depois da primeira reportagem, de que o grupo “não consta nem nunca constou” dos canais oficiais do Conselho Nacional de Política Cultural.

Na nova mensagem de regras, Binho passou a proibir o que a reportagem revelou. “É proibida a veiculação de propaganda político-partidária e materiais de campanha referentes a disputas eleitorais externas”, diz o texto, encaminhado também para os grupos regionais da comunidade oficial Eleições CNPC (2026-2029). A mesma mensagem veda ainda “divulgações de programações e agendas que não são do cronograma eleitoral do CNPC” e prevê remoção de participantes em caso de reincidência.

A regra não existia antes da reportagem. Binho não mencionou a publicação em nenhuma mensagem enviada aos grupos.

A migração

No aviso fixado no topo do novo grupo, Binho escreveu: “BORA MIGRAR DE GRUPO? VEM COM A GENTE!” Ele orientou os integrantes a entrarem nos grupos regionais da eleição do CNPC, Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. São os mesmos grupos em que administradores se identificam, nos próprios perfis de WhatsApp, como Escritório MinC e MINC SAFCC, documentados na reportagem original.

Binho escreveu ainda que o grupo JuventudeS ficaria “inativo ao menos temporariamente” e que as trocas sobre a eleição do CNPC passariam a se concentrar só nos grupos regionais.

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