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Aeronave a hidrogênio de efeito solo é aposta para transporte costeiro verde

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A busca por soluções de transporte sustentáveis e de zero emissões continua a evoluir, e uma das mais recentes inovações nesse campo vem da startup Sea Cheetah, sediada em Miami. A empresa está desenvolvendo uma nova geração de aeronaves de efeito solo que utilizam hidrogênio como fonte de energia.

Esse tipo de aeronave tem o potencial de revolucionar o transporte costeiro, oferecendo uma alternativa mais rápida e de maior alcance em comparação com os barcos elétricos, e ao mesmo tempo, com um custo consideravelmente menor do que o transporte aéreo tradicional.

Além das aeronaves, o plano da Sea Cheetah envolve a criação de redes de abastecimento de hidrogênio. (Imagem: Sea Cheetah)

O projeto da Sea Cheetah inclui, além do desenvolvimento dessas aeronaves de hidrogênio, a criação de uma rede de geração, armazenamento e abastecimento desse combustível, em parceria com a H3 Dynamics. O conceito envolve o uso de um combustível altamente energético que poderia superar os limites das baterias elétricas, e ao mesmo tempo evitar as emissões de carbono associadas aos combustíveis fósseis.

Efeito solo: eficiência extrema e custos reduzidos

O efeito solo, amplamente conhecido por ser explorado por aeronaves como o soviético ekranoplan e o gigante “Spruce Goose” de Howard Hughes, ocorre quando uma aeronave voa a uma altitude muito baixa, próxima à superfície. Esse fenômeno aumenta a eficiência ao criar um efeito de compressão de ar entre a asa e a superfície, gerando sustentação adicional.

Essa característica permite que aeronaves de efeito solo voem até 2,3 vezes mais longe com a mesma quantidade de energia. Isso representa uma vantagem significativa, especialmente em um momento em que a limitação de alcance é um grande desafio para o desenvolvimento de aeronaves e barcos elétricos.

protótipo de aeronave
A Sea Cheetah também planeja uma variante maior de carga. (Imagem: Sea Cheetah)

Outra vantagem dessas aeronaves é o fato de que elas podem ser classificadas como embarcações marítimas, em vez de aeronaves. Nos Estados Unidos, isso significa que elas não precisam passar pelo demorado e caro processo de certificação da FAA (Administração Federal de Aviação), sendo reguladas pela Guarda Costeira.

Embora isso traga desafios operacionais — como a dificuldade de parar rapidamente ou desviar de outras embarcações —, a redução de custos e tempo no processo de certificação pode transformar a viabilidade comercial desses veículos.

Hidrogênio: o próximo passo no desenvolvimento

  • Com a intenção de ir além do uso de baterias, a Sea Cheetah está propondo o uso de hidrogênio como combustível para suas aeronaves de efeito solo.
  • O hidrogênio, que oferece maior densidade energética em comparação às baterias, poderia aumentar significativamente o alcance dessas aeronaves, além de permitir um reabastecimento muito mais rápido.
  • Embora o projeto ainda esteja em fase inicial e os detalhes sobre a tecnologia específica ainda não tenham sido divulgados, as imagens conceituais da Sea Cheetah mostram uma aeronave semelhante ao Airfish-8, mas com motores elétricos alimentados por hidrogênio.
  • Além disso, a aeronave teria grandes pontões para armazenamento do combustível.
Airfish-8, aeronave já existente de efeito solo, mas que não é movida a hidrogênio. (Imagem: Wigetworks/Peluga)

Vantagens e desafios frente a concorrentes

Comparada à já conhecida Regent Viceroy Seaglider, que é movida a bateria e promete transportar até 12 passageiros por 300 km a uma velocidade de cruzeiro de 300 km/h, a proposta da Sea Cheetah com hidrogênio poderia oferecer um alcance muito superior. Estima-se que a aeronave da startup de Miami possa triplicar o alcance da Seaglider se utilizar hidrogênio comprimido, e até dobrar essa estimativa no caso do uso de hidrogênio líquido.

Por outro lado, o fator tempo de viagem pode ser um desafio para a Sea Cheetah, já que as aeronaves comerciais, que voam muito mais rápido, podem continuar sendo a opção preferida dos passageiros que precisam percorrer grandes distâncias.

Via Olhar Digital

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