Os advogados Hélio Júnior, Marcelo Cardoso e Andrécia de Oliveira se manifestaram sobre a soltura de Eliene Amorim de Jesus. Na noite desta sexta-feira, 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ela saísse da Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), de São Luís, e fosse para a prisão domiciliar.
Hélio Júnior passou a integrar a equipe de defesa de Eliene nesta semana. Anteriormente, os advogados da missionária eram Cardoso e Andrécia.
“Em razão da recente publicação de Oeste, sobre a soltura da missionária Eliene Amorim de Jesus, é necessário esclarecer e reconhecer, com justiça e respeito, todos aqueles que verdadeiramente contribuíram para essa conquista”, afirma a nota dos advogados.
Presa pelo 8 de janeiro estava esquecida na prisão
O comunicado informa que os advogados Cardoso e Andrécia estiveram desde o começo do processo acompanhando o caso de Eliene, “que estava esquecida na prisão”.
“Foi durante a audiência de instrução e julgamento realizada no STF que Cardoso e Andrécia realizaram, de forma oral, o pedido de liberdade”, informa a nota. “Um ato jurídico firme e embasado, que resultou diretamente na soltura. Todo o mérito jurídico dessa vitória pertence a eles, pelo trabalho técnico, persistente e digno, conduzido com ética e coragem ao longo de anos.”
Hélio Júnior afirmou que começa a integrar a defesa de Eliene a partir de agora, “em uma nova fase do processo”. De acordo com o advogado, a libertação da missionária não se deu apenas nos autos, mas também no coração do povo brasileiro.
“A mobilização popular em torno da Eliene — com inúmeras manifestações, orações e pedidos públicos pela soltura — gerou uma enorme comoção social, que acreditamos ter um papel fundamental na sensibilização para o desfecho”, afirma a nota. “A liberdade de Eliene é o reflexo da força de uma defesa técnica aliada à voz do povo. Um símbolo da esperança que renasce quando a verdade começa a ser ouvida.”
A ordem de soltura de Eliene, contudo, não representa a liberdade plena. Trata-se de um alvará clausulado. Ou seja, condicionado ao cumprimento de uma série de medidas cautelares impostas por Moraes.
Medidas impostas por Moraes
Uma delas, por exemplo, é a proibição de usar redes sociais. Moraes também determinou que ela não pode comunicar-se com os demais envolvidos no 8 de janeiro, conceder entrevistas e até mesmo receber visitas. Além disso, Eliene deverá sair do presídio depois de instalar a tornozeleira eletrônica.

A história de Eline veio a público por meio do jornalista José Linhares Júnior. Não há evidências diretas que comprovem a participação ativa da missionária na depredação de patrimônio público ou na organização dos atos em Brasília.