Depois que bancos colombianos informaram que irão aderir às punições impostas pelos Estados Unidos ao presidente Gustavo Petro, acusado de envolvimento com o tráfico internacional de drogas, o advogado da Trump Media, Martin De Luca questionou o posicionamento das instituições financeiras brasileiras diante das sanções aplicadas pelo presidente Donald Trump contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De Luca utilizou a rede social X para comparar a postura das instituições financeiras colombianas à das brasileiras, de modo a referir-se à aplicação da Lei Magnitsky, considerada uma das punições financeiras mais severas dos Estados Unidos a estrangeiros.
Colombian banks announce they intend to comply with U.S. sanctions on Petro and his family.
What’s the status with Brazilian banks again following the Alexandre de Moraes designation? https://t.co/qssl0FUNPQ
— Martin De Luca (@emd_worldwide) October 25, 2025
“Bancos colombianos anunciam que pretendem cumprir as sanções dos EUA contra Petro e sua família”, começa a escrever o advogado. “Qual é a situação dos bancos brasileiros após a designação de Alexandre de Moraes?”
Advogado de Trump fala de possíveis consequências
Na mesma discussão, o advogado lembrou que o BNP Paribas, banco francês, já recebeu penalização de quase US$ 9 bilhões por violar sanções norte-americanas ao movimentar recursos para Sudão, Irã e Cuba. Ele disse que o episódio envolveu sanções semelhantes às aplicadas a Petro e a Moraes e sugeriu que o descumprimento dessas medidas pode acarretar consequências graves também para outras instituições financeiras.
O advogado ainda observou que bancos brasileiros apresentam respostas contraditórias sobre o cumprimento das sanções. Enquanto isso, as instituições colombianas teriam agido rápido depois de os Estados Unidos sancionarem Gustavo Petro nesta sexta-feira, 24.
“Os bancos brasileiros têm enviado sinais mistos sobre se cumprirão ou não as regras”, escreveu De Luca. “Enquanto isso, os bancos colombianos parecem ter reagido rapidamente quando os EUA impuseram sanções à Petro ontem.”
Ao ser informado por um usuário sobre a percepção de que sanções dos EUA pouco afetam o Brasil, Martin de Luca questionou: “Você está dizendo que apenas atos de força são levados a sério, em vez do diálogo?”.
Alexandre de Moraes é relator de processos contra condenados por participação nos atos do 8 de janeiro e contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Donald Trump acusou o ministro de liderar uma perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do republicano, condenado a mais de 27 anos de prisão em setembro.