sexta-feira, janeiro 17, 2025
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vídeo de Lindbergh em resposta a Nikolas fracassa nas redes

Na manhã desta quinta-feira, 16, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou um vídeo para responder à gravação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que questionou o governo Lula e explicou a portaria da Receita Federal. O Fisco tinha como objetivo ampliar a fiscalização do Pix e de outras modalidades financeiras do Brasil.

Vestindo-se de preto e usando um fundo escuro, Lindbergh buscou espelhar a estética do rival. As semelhanças, porém, terminam nesse ponto, já que, em audiência, o petista não atingiu nem 0,5% do alcance do liberal.

No momento da publicação deste texto, a gravação de Nikolas Ferreira, crítica ao governo, soma 308 milhões de visualizações.

Em contraste, a resposta de Lindbergh, cuja publicação foi conjunta com os perfis da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, do PT Brasil e do PT na Câmara dos Deputados, tem 800 mil reproduções. Os números são referentes à rede social Instagram, da Meta.

Embora prometesse “desmontar os argumentos falaciosos e mentirosos do Nikolas”, Lindbergh se limitou a desqualificar o adversário. “Depois de uma avalanche criminosa de fake news, o governo retira a mentira”, disse Lindbergh. “Eles inventaram essa história de que iam taxar o Pix.”

O cenário político sobre o tema do Pix

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Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, lideranças do PT | Foto: Reprodução/Facebook/Mídia Ninja

Entre as críticas de Lindbergh, estava voto favorável de Nikolas à taxação de produtos estrangeiros e ao congelamento do salário mínimo durante o governo de Jair Bolsonaro, do qual o parlamentar liberal foi um apoiador.

Essa postura ocorre em meio a uma crise de confiança no governo, exacerbada pela normativa da Receita Federal.

Também em resposta ao vídeo, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) desafiou Nikolas para um debate e anunciou sua intenção de processá-lo por divulgação de fake news. No entanto, Boulos não especificou quais seriam as mentiras contadas pelo adversário, que afirmou no conteúdo que o Pix não seria taxado.

A Advocacia Geral da União (AGU) também entrou na questão. O advogado-geral da União, Jorge Messias, notificou a Polícia Federal por “notícias falsas, desinformação e mentiras” sobre o monitoramento do Pix.

O Banco Central registrou em janeiro a maior queda no uso do Pix desde sua criação, em 2020. Embora as razões exatas para essa diminuição sejam incertas, especula-se que o receio de ser monitorado pelo governo Lula possa ter contribuído.



Via Revista Oeste

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