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Vereador do Rio relata drama durante bombardeios do Irã

Vivenciar os ataques do Irã a Israel é uma experiência marcante para qualquer um. A pessoa se sente alvo direto, já que os mísseis iranianos miravam a população civil. Uma realidade se impõe: a própria sobrevivência está ligada à sobrevivência do país.

Foi o que viveu o vereador do Rio de Janeiro, Flávio Valle (PSD-RJ), de origem judaica, que estava em Israel quando os projéteis iranianos foram lançados. Refugiado em abrigos, ele ouviu sirenes, viu o medo nos olhos das pessoas.

“Estar em Israel naquele momento foi uma das experiências mais marcantes da minha vida, vi medo, mas também coragem”, afirma o vereador a Oeste. “Sim, tive medo, é impossível não sentir. Não me arrependo de ter estado lá.”

O que mais o impressionou foi a reação da população. “Crianças sabiam o caminho até os abrigos, jovens organizavam kits de ajuda e doações”, conta Flávio, que se disse admirado com o que viu. 

“A força do povo israelense é algo que emociona. Em meio ao caos, ninguém solta a mão de ninguém.” Ele se lembra de como a população resistia: escolas abriam, casamentos aconteciam, orações seguiam. “A resiliência era visível em cada gesto.”

A experiência se transformou em lição. “Quando a gente vê o terror de perto, entende ainda mais o valor da democracia, da liberdade e da vida”, diz.

O maior aprendizado, segundo ele, foi sobre escolhas. “No meio da guerra, as pessoas não perdem a fé nem a esperança. Manter a humanidade viva é uma escolha diária.”

Irã atacou escolas, casas e famílias, diz vereador

Flávio ressalta ainda o que considera uma grave distorção na forma como o mundo interpreta o conflito e a ação das Forças de Defesa de Israel

“Enquanto Israel foca seus ataques em alvos militares estratégicos, como usinas e instalações que representam ameaça real e imediata, o que vemos do outro lado, como no caso do Irã, são ataques deliberados contra civis inocentes.” 

Ele acrescenta: “Não dá para colocar tudo no mesmo balaio quando um lado se defende de ameaças concretas e o outro ataca escolas, casas e famílias.”

Para Flávio, a chave para romper esse ciclo está na escuta e na educação. “Só ouvindo quem viveu isso na pele é que se rompe a desinformação”, afirma o vereador. “É preciso coragem para dizer a verdade e disposição para entender o que realmente está em jogo. Só assim se constrói uma real empatia.”

Via Revista Oeste

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