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Vazamento no MP de Goiás expõe dados bancários de usuários do Pix

Vazamento no MP de Goiás expõe dados bancários de usuários do Pix

Após um servidor do Ministério Público de Goiás (MPGO) usar, em um site privado, a mesma senha que utilizava para acessar os sistemas do órgão, dados pessoais vinculados a 93 chaves Pix de 51 pessoas foram alvo de um vazamento. O incidente ocorreu no dia 1º de março, mas foi comunicado apenas nesta terça-feira (17).

Após a descoberta, o BC, o Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (CyberGAECO) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foram comunicados. De acordo com o registro oficial do BC, o vazamento atingiu nome, Cadastro de Pessoa Física (CPF) parcialmente ocultado, nome da conta e número da conta bancária. Ficaram de fora o acesso a senhas, extratos ou saldos.

“As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”, afirma o BC.

O MPGO abriu um canal para que os usuários consultem se foram alvo do vazamento. O BC alega que a lei não exige a comunicação, “por conta do baixo impacto potencial para os usuários”, mas que decidiu trazer a informação a público “à vista do compromisso com a transparência que rege sua atuação”.

Pix acumula vazamento de dados desde que foi criado

Sistema de pagamentos instantâneo facilitou transações ao mesmo tempo em que expôs dados de mais de 11 milhões de brasileiros. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Há um mês, houve outro vazamento, este envolvendo o banco Agibank, com 5.920 vítimas. Antes dele, em julho de 2025, um incidente no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) expôs dados de mais de 11 milhões de pessoas. Foi o maior incidente registrado, representando 97,9% do total de vítimas. Desde que o Pix foi criado, em 2020, o BC já registrou 23 casos de vazamentos de dados vinculados às chaves.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em 2018, obriga o órgão ou empresa que detém os dados a informar o incidente a todos os titulares atingidos, descrevendo quais dados vazaram e quais medidas foram tomadas como prevenção e para mitigar os prejuízos. O descuido pode custar uma multa de até R$ 50 milhões.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o MPGO e com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O espaço segue aberto para manifestação.

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